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Curiosidades

O pombo-comum, também conhecido como pombo-doméstico ou pombo-das-rochas (Columba livia), é uma ave membro da família Columbidae.

Verifica-se grande variação no padrão de cores desse animal, havendo exemplares brancos, marrons, manchados e acinzentados.

Há poucas diferenças visíveis entre machos e fêmeas. Sua plumagem é normalmente em tons de cinzento, mais claro nas asas que no peito e cabeça, com cauda riscada de negro e pescoço esverdeado. Caracterizam-se, em geral, pelos reflexos metálicos na plumagem, cabeça e pés pequenos, bicos com elevação na base e a ponta deste em forma de gancho.

O bico costuma ser negro, curto e fino, com 3,8 cm de comprimento médio.

Geralmente são monogâmicos, tendo dois filhotes por ninhada. Ambos os pais cuidam do filhote por um tempo. Seus habitats incluem vários ambientes abertos e semi-abertos.

Brechas entre rochas costumam ser usadas para se empoleirar e reproduzirem, quando na natureza.

Foi criado por asiáticos desde a antiguidade mais remota — há imagens que o representam, na Mesopotâmia, datadas de 4.500 a.C., e com o passar do tempo se estabeleceram ao redor do mundo, principalmente nas cidades, e atualmente a espécie é abundante. Atualmente são vistos como animais sinantrópicos.

Não há nenhum predador nas grandes cidades para este animal e sua reprodução é rápida, o que gera uma população cada vez crescente, um grave problema ambiental ao homem, já que abrigam alguns parasitas que podem ser nocivos à saúde humana.

Alguns achados arqueológicos indicam a existência do pombo 6.500 anos A. C.

O faraó Ramsés III deu a conhecer ao povo a sua subida ao trono através dos pombos-correio.

No Egipto anunciava-se a subida das águas do Nilo através dos pombos-correio.

No Império Persa, o correio aéreo baseado no serviço de mensagens através de pombos correio deu origem a um ramo da Administração Pública.

O Rei Salomão utilizava exclusivamente pombos correio na transmissão das suas ordens aos governadores das províncias do seu vasto Império.

As vitórias nos Jogos Olímpicos eram dadas a conhecer através dos pombos-correio.

Os romanos, no período da ocupação da Gália, faziam chegar as noticias a Roma, por meio de uma série de pombais escalonados até àquela capital.

Em 1288, no Cairo, eram empregados 1900 pombos-correio no serviço postal regular.

O Sultão Nur-Eddin (séc. XII) criou um serviço postal por pombos-correio entre Bagdad e todas as cidades do seu Império.

Joinville, nas “Crónicas” relata o relevante papel protagonizado pelos pombos-correio durante as Cruzadas à Terra Santa.

Na Idade Média só aos senhores feudais e ao clero era autorizado a criação e detenção de pombos correio. Este “droit de colombier” apenas foi abolido com a Revolução Francesa, em 4 de Agosto de 1789.

Em 1815, a primeira notícia recebida em Londres, a anunciar a derrota de Napoleão em Waterloo, foi transmitida por um pombo correio. Antes, porém, da chegada deste pombo mensageiro, já o Ministério da Guerra londrino recebera pelo telégrafo de Chappe, um telegrama incompleto que dizia “Wellington defeated …”, esta notícia causou o pânico na opinião pública e a bolsa entrou em queda livre. Rothschild, que utilizava regularmente os pombos correio nos seus negócios, tinha alguns deles na zona de combate: enquanto o Ministério carpia a “derrota”, o banqueiro adquiriu na Bolsa, por valores irrisórios, todos os títulos e ações ali transacionados.

Cerca do ano de 1900, a empresa francesa Compagnie Général Transatlantique recebia noticias dos seus navios através de uma rede organizada de pombos correio (os pombos voavam distâncias superiores a 300 Km sobre o mar).

Na 1ª Guerra Mundial, mais de 30.000 pombos foram utilizados nas frentes de combate, sobressaindo o episódio do forte de Vaux e a história da heróica batalha de Verdun;

A Alemanha reconhecendo o perigo, ordenou o extermínio dos pombos-correio nas regiões ocupadas.

Na 2ª Guerra Mundial assistiu-se ao êxito das mensagens aladas sempre que as comunicações via rádio eram interceptadas ou perturbadas pelos adversários.

Em 1948, o governo português concedeu o Estatuto de Utilidade Pública ao pombo correio.

Na década de 50, na Argentina, cerca de 60.000 pombos ainda serviam como meio de comunicação postal.

A Suíça desmobilizou os pombos correio já na década de 90.

A columbofilia continua, em diversos países, agora que o Mundo parece encaminhar-se para uma paz duradoura e face ao aparecimento das novas tecnologias de comunicação, o pombo correio tem a sua verdadeira dimensão na área desportiva.

A Federação Columbófila Internacional, sediada em Halle, aglutina cerca de 60 países de todos os Continentes.

Portugal ocupa um lugar de destaque nesta organização.

A columbofilia é, em Portugal, o segundo desporto mais praticado (logo a seguir ao futebol). … Cerca de 20.000 associados, 750 clubes e 14 Associações Distritais / Regionais dão corpo à estrutura columbófila nacional.

A Federação tem registados cerca de 4.500.000 pombos-correio. Portugal é bi-campeão Olímpico em columbofilia.

No triénio 1997-1999, Portugal organizou, com assinalável sucesso, três Campeonatos do Mundo, 3 Campeonatos Latino Americanos e um Campeonato da Europa.

A alimentação destes atletas é especialmente concebida tendo em conta o seu dispêndio de energia e é composta por mais de 25 diferentes tipos de sementes, suplementos energéticos e vitaminicos.

Grandes figuras do desporto português (José Torres, Bento, Chalana…) adoptaram a columbofilia como seu principal hobby.

Eminentes cientistas como o Prof. Dr. Rodrigues Branco (medicina núclear) são columbófilos.

O Dr. Mariano Palacios (ex-embaixador do México em Portugal e actual Ministro do Trabalho no seu país) é um grande columbófilo, teve instalado na residência oficial, em Lisboa, um pombal.

No Brasil estima-se uma população de aproximadamente 200 mil pombos correios, um paixão que vem crescendo cada vez mais em todos os Estados brasileiros.

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O segredo dos Campeões

Quando os nossos pombos não conseguem bons resultados, é importante não demorar muito em encontrar o verdadeiro motivo dessa situação. Há duas possibilidades ou os pombos não são de boa qualidade ou não estão em boas condições físicas ou de forma.

Raramente essas duas causas aparecem em simultâneo, porque, nos dias de hoje, os pombos de boa qualidade estão largamente espalhados por todo o lado, e acredito firmemente que haverá poucos columbófilos que apenas possuem pombos de fraca qualidade.

Na Holanda e Bélgica, normalmente a competição faz-se na razão de um prémio para cada quatro encestados. Isto quer dizer que em 1000 pombos numa prova haverá 250 prémios. Quando um columbófilo encesta 16 pombos pelo menos espera ganhar quatro prémios.

Não é bom nem mau. Quando ganha oito prémios (50% dos encestados) isso é considerado como bom. Os (verdadeiros campeões?!), contudo, não ficam satisfeitos com este tipo de performances. 50% ainda não é bom para eles.

Temos a seguinte situação: Se um campeão encesta 16 pombos para um concurso e se ganha oito prémios não é bom para ele! Se um fraco concorrente encesta também 16 pombos e se ganha oito prémios, é uma grande proeza, já que quatro prémios já seria bom para ele! Se um outro encesta também 16 pombos e não ganha nenhum prémio nos primeiros 25% do encestamento total, onde estará o mal?

Parece mesmo um contra-senso. Haverá ainda quem tenha tão maus pombos? Acho que a falta de qualidade não poderá ser a razão. Esse columbófilo deve ter um problema e deve visitar um veterinário. Os seus pombos devem estar doentes e não será pouco.

A grande falha
Fraca qualidade ou saúde deficiente? É este o grande dilema de muitos columbófilos que não conseguem triunfar na columbofilia. No que diz respeito à qualidade dos pombos, já por diversas vezes  ninguém no mundo pode ter certezas quanto à boa qualidade de um pombo!

Não se pode ver isso nos olhos e nem mesmo os mais valiosos sangues e melhores raças fazem, necessariamente, de um pombo, uma ave de qualidade. Não podemos também explicar o contrário. Se não podemos dizer que determinado pombo é ou será bom, também não podemos dizer se determinado pombo é ou será mau.

Alguns, no entanto, podem ter tão má plumagem, ou uma tal estrutura óssea que, definitivamente, não podem ser bons. Se um columbófilo consegue ver se um pombo está mal, isso já é alguma coisa. Não será “apenas” alguma coisa! Penso que isso será a chave do êxito de muitos columbófilos. Sabem quais são os pombos que têm de ser eliminados!
“Uma boa selecção”!, dizem muitos campeões, “é o meu segredo”.

Toda a gente comete erros quando começa a seleccionar pombos, mas uma quarta parte dos campeões, digamos, comete menos erros do que os outros. No que diz respeito a uma única coisa – a saúde – nunca cometem erros. É quando a saúde, a saúde natural, é a base do critério da sua selecção.

O columbófilo que se liberta das aves que não estão em boa condição durante os 365 dias do ano, raramente cometerá desses erros. Quando um columbófilo possui, digamos, 40 pombos e 38 gozam de boa saúde, não há razão para que os outros dois estejam doentes. Libertem-se deles! Certamente que não quererão tratar os 40 pombos para curar os outros dois. Quando dois estudantes duma determinada turma têm uma dor de cabeça, certamente que o professor não dará uma aspirina a todos os estudantes!

O segredo
No desporto columbófilo muitos caminhos podem levar-nos ao êxito. Mas existe uma coisa que os campeões têm em comum. Não têm pena das aves que não se mantêm em permanente boa saúde ou que, constantemente, necessitam de medicamentos para se manterem em boa forma física.

Aqueles que exageram na aplicação de medicamentos, concerteza não possuem pombos doentes, mas simplesmente insistem nessa área talvez para conseguir dessas aves a “super forma”! A sua saúde não é natural, é artificial. Isto também é importante quando decidimos introduzir pombos na nossa colónia.

Fujam dos columbófilos que utilizam muitas drogas nos seus pombos. Será melhor comprar pombos a columbófilos que não conheçam, nem utilizem muitos medicamentos. Nessas colónias encontraremos aves fortes com muito mais resistência natural às viroses, às bactérias e aos perigos que os esperam fora do pombal, por exemplo, nas caixas de transporte a caminho do local da solta para um concurso.

Muitos columbófilos perguntam: “Que posso dar aos pombos para os tornar mais saudáveis?”. É uma falsa questão. A pergunta deveria ser: “Que posso fazer para obter pombos resistentes, fortes por natureza, pombos com uma boa imunidade que não necessitem permanentemente de medicamentos?”.

A resposta é: a selecção. Devemos ser bons e pacientes para com os pombos, mas severos ao mesmo tempo! “Uma mão de ferro numa luva de veludo”. Para além disso, a selecção não pode começar muito tarde.

Efectivamente, a selecção deve começar a fazer-se quando o pombo ainda está no ovo!

Erros
No que concerne à selecção, cometem-se os seguintes erros:

Há muita gente que começa a pensar desde muito cedo que determinado pombo será muito bom. O mesmo pombo, para um campeão, poderá ser considerado apenas como um pombo de média qualidade, e pode seguir para o pombal dos reprodutores se estiver na colónia de um columbófilo de média categoria.

Outros conservam pombos como reprodutores, onde não deveriam ter lugar. Por exemplo, pombos com a idade de quatro anos que nunca reproduziram um bom voador. Esse tipo de pombos está lá devido à sua origem ou porque o seu preço foi elevado. No que respeita aos pombos de competição, é a mesma história.

Um pombo de dois anos raramente faz melhor o seu trabalho quando se vai tornando mais velho. É por isso que à idade de dois anos, o pombo deve mostrar todas as suas qualidades, caso contrário terá de analisar-se a situação e dar-lhe o caminho mais conveniente. É por essa razão que os maiores campeões da Europa viajam com tantos pombos de ano.

Pombos jovens
A competição era muito diferente há algumas décadas atrás. Se analisarmos as folhas das classificações da Bélgica e Holanda e as compararmos com as destes últimos anos, verificamos as diferenças de idade dos vencedores e primeiros lugares dos concursos. Agora aparecem com mais frequência no topo das classificações, pombos de um ou dois anos de idade. Só para concursos com dois dias de viagem, por exemplo Pau e Barcelona, será diferente. No passado, um pombo que estivesse doente, perdia-se.

Simplesmente, não havia medicamentos adequados e, normalmente, pouco se utilizavam.

Depois começaram a utilizar-se os tratamentos para tudo e podemos dizer que, uma quarta parte dos columbófilos, já tem problemas de todas as espécies no seu pombal. A medicação contínua durante anos torna os pombos mais fracos.

Muitos columbófilos ainda não compreenderam que a medicina desenvolveu-se muito na questão da cura das doenças. Procuravam refúgio na medicina quando os resultados eram fracos porque suspeitavam que os campeões para serem bons teriam de estar medicados. É um conceito errado.

Os medicamentos não fazem boas colónias. Uma dura selecção baseada nos resultados, na saúde natural e na imunidade, fazem realmente uma boa e duradoura colónia.

Pombos mais novos
No passado, muitos campeões da Europa separavam os filhotes dos pais quando tinham quatro semanas de idade. Nos dias de hoje, já o fazem com três semanas de idade. Fazem-no por várias razões:

Alimentar os filhotes deve cansar demasiado os pais, especialmente quando já têm uma idade avançada. Separá-los dos pais mais cedo torna-os mais dóceis. Poucos pombos ficam marcados por esse modo de actuar e, quando ficam, é o columbófilo o responsável por não ter bons contactos com as aves.

Agarra-as com muita impetuosidade: Mãos na cabeça, suave aproximação da ave e, repentinamente, agarrámo-la com força. Não esperam que tais pombos percam toda a confiança no tratador? Como se pode esperar que tais pombos entrem rápido no regresso dum concurso quando vêm quem os trata dessa maneira?

Acreditem ou não, tais aves só entram se o tratador se esconder.

Há também o columbófilo que faz as coisas de maneira diferente: Os pombos entram mais rápido quando vêm o seu amigo, o tratador. Fazem as coisas como deve ser. É outra boa razão para separar os filhotes dos pais mais cedo e tem a ver com a selecção. O columbófilo começa a conhecer mais cedo quais são os borrachos mais fracos.

Pombos sem futuro
Quanto mais cedo se possa seleccionar os borrachos, melhor. Na verdade, a selecção pode começar quando os borrachos ainda não saíram do ovo. Alguns conselhos sobre a selecção:
1) Não acreditem em ovos com uma casca muito rugosa e dura. Se o borracho não morrer dentro do ovo, raramente será um borracho vital, mesmo se é filho dos melhores pombos da colónia. A casca do ovo deve ser brilhante, polida, tal como os pombos saudáveis. Deitem fora os ovos com casca rugosa e dura.

2) Quando estiverem a anilhar os borrachos (oito a dez dias de idade), verifiquem se algum deles tem as pernas mais finas do que outros borrachos da mesma idade. Tais pombos podem nunca mais vir a ser fortes, vitais e saudáveis. Podem também eliminar esse borracho. É um pombo que não tem futuro.

3) Atenção aos borrachos que estão sempre a piar na tigela. Pode ter como origem a tricomoníase e a medicação específica dará uma ajuda. Mas tal coisa nunca acontecerá a um bom columbófilo. Está sempre alerta em relação à tricomoníase e age preventivamente. Geralmente fala-se sobre borrachos que piam muito na tigela como sendo borrachos sem grande futuro.

4) Devemos também dar atenção aos borrachos que aparecem molhados na tigela. E aparecem molhados porque os pais bebem muito e a papa que dão aos filhos contém muita água. Pombos que bebem muito não se encontram em muito boas condições. Na maior parte das vezes são os órgãos digestivos que não estão a funcionar bem.

O começo de vida com estes borrachos não é o melhor. Também é possível que os borrachos se deitem em cima das suas próprias fezes. E porquê? Porque não têm força para lançar as fezes para fora da tigela. Não são suficientemente fortes. Libertem-se destes borrachos.

5) Às vezes verifica-se que o crescimento das penas de cobertura na zona das escapulares está atrasado. Se compararmos com outros borrachos da mesma idade a plumagem está mais avançada, mais completa. Acompanhar com cuidado esses borrachos com a plumagem atrasada, porque esse facto demonstra falta de vitalidade e isso significa futuro incerto.

6) Após a separação dos pais, pode acontecer que os borrachos demorem a começar a comer. Pedem até a outros borrachos que lhes dêem de comer. Mais uma vez: borrachos fracos não devem permanecer no pombal.

7) É um bom hábito abrir o bico dos borrachos pelo menos uma vez. Pode acontecer que o bico esteja fraco e frágil. Esta anomalia demonstra uma fraca ossatura e um corpo fraco. Fora! O mesmo deve acontecer com os borrachos que têm uma grande abertura da garganta.

8) Já manuseei muitos dos melhores pombos da Holanda e Bélgica. Muito poucos desses pombos eram do tipo grande. E os grandes só brilham nas provas de velocidade. A hipótese dos pombos grandes serem bons nas longas distâncias é quase zero.

Não gosto de pombos de ano que estejam quase sempre no chão porque estão muito gordos e grandes demais para voar para os poleiros mais altos, enquanto que pombos da mesma idade estão sempre a querer voar. Columbófilos com pouca experiência pensam que os pombos grandes são os mais fortes para voar. Estão enganados. O pombo de competição moderno é, sem dúvida, mais pequeno.

Outro erro
É importante aprender com os próprios erros. Aconteceu-me há tempos ficar com um borracho que estava doente. A única razão: os pais eram realmente especiais. Nunca me tinha acontecido e esse pombo doente também não deu qualquer coisa de bom. Agora não hesito, a selecção para ser efectiva não deve ter excepções.

Boa saúde é o principal atributo que um borracho e mesmo um adulto deve possuir.

Se o borracho não está de boa saúde, primeiro elimina-se e depois verifica-se pela anilha quem são os pais. Se primeiro se vê quem são os pais, talvez os nossos olhos de juiz sejam influenciados e sejamos persuadidos a deixá-lo viver.

Positivo
Do que gosto mais nos pombos de ano, para além da sua saúde natural, é o seu apego ao seu próprio território, apesar da sua tenra idade. Pombos que gosto de apanhar no escuro e que sei estarem sempre no mesmo poleiro, são normalmente bons pombos. Não gosto dos pombos que estejam pousados em lugares diferentes.

Os pombos que não se sintam atraídos pelo seu próprio território e o defendam, raramente são bons atletas.

Conclusão
Pombos com um corpo perfeito, olhos bonitos, plumagem impecável e mesmo com um perfeito pedigrée, podem ser aves sem valor, não ganham nenhum prémio. Este facto faz com que uma boa selecção seja tão problemática.

O que é mais importante, o que faz com que um pombo seja bom, é o seu carácter, poder de orientação, inteligência, vitalidade, o apego ao seu território.
Por isso, alguns erros podem ser cometidos quando se faz a classificação e selecção. Um columbófilo que classifica e selecciona com base nos parâmetros da saúde nunca eliminará bons pombos.

E, felizmente, não será assim muito difícil ver se um pombo está doente ou não.

Não pensem que os medicamentos fazem vencedores. Columbófilos célebres como Klak, Engels e muitos outros têm tido imenso êxito procedendo assim. Não são doutores, químicos, pelo contrário, pouco conhecem de medicamentos ou doenças. O que têm em comum é que eles compreendem o quanto é importante a selecção!

Fonte: Ad Schaerlaeckens

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Curiosidades

Pesquisa Técnica

Segundo Wolters (1982), a classes das aves está dividida em varias ordens. A dos Columbiformes é composta por 8 famílias, englobando 67 gêneros e 296 espécies.

Os pombos que habitualmente convivem com o Homem pertenceu a espécie Columba livia, na qual se podem ainda distinguir as seguintes sub espécies:

a) Os pombos bravos com as seguintes subespecies: C. livia livia, C. livia lividor, C. livia affinis, C. livia butlen, C. livia canariensis, C. livia dakhlac, C. livia gaddi, C. livia gymnoculus, C. livia intermedia, c. livia neglecta livia, C. livia nigricans, C. livia palaestina, C. livia rupestris, C. chimperi e C. livia targia.

b) Os pombos de cidade ou pombo urbano: variedade ¨”Columba livia f. urbana”.

c) Os pombos domésticos, variedade “Columba livia f. doméstica”, com as seguintes sub-variedades: os pombos-correio, os pombos de lazer (pombos de beleza, pombos de voo artístico, etc.) e os pombos de carne que totalizam mais de 800 raças.

Os ornitólogos consideram o pombo da cidade como sendo fruto de cruzamentos entre pombos bravos migrados para a cidade (Columba livia livia) e pombos domésticos (Columba livia f. domestica retornados ao estado selvagem.

As populações de pombos de cidade são conhecidas por causarem frequentes incômodos de ordem sanitária, estética e higiênica nos grandes centros urbanos, além de serem de difícil controle, no que diz respeito a reprodução. Ainda assim, não lhes reconhece um papel significativo como fonte de transmissão de doenças para o Homem

O pombo domestico, propriamente dito, deve distinguir-se dos pombos bravos e pombos urbanos atrás mencionados. Sendo um dos primeiros animais domesticados, faz parte do patrimônio cultural da humanidade.

Algumas raças destes pombos domésticos tem um instinto muito desenvolvido para regressar ao seu ponto de origem tendo sido utilizados, desde tempos antigos, para transportar mensagens de natureza militar, administrativa ou comercial (as olimpíadas da antiga Atenas, as diversas guerras na antiguidade clássica, a batalha de Waterloo…).

O pombo-correio é o produto final desta seleção milenar e contínua, baseada fundamentalmente em dois critérios essenciais:

a) O instinto do regresso;

b) A velocidade de voo

A columbofilia, originaria da Bélgica, nos meados do século XIX, é a vertente desportiva desta ligação utilitária com as referidas aves.

A prática da columbofilia está submetida a regras estritamente definidas.

Assim, os pombos-correios tem obrigatoriamente de ser identificados, mediante a colocação de uma anilha oficial, numa das patas do filhote. Esta operação de identificação tem de ser efetuada até ao oitavo dia após o nascimento. A anilha contém o numero de identificação e o respectivo ano. A cada anilha corresponde um cartão de propriedade o­nde consta a identificação do pombo e seu proprietário.

Os pombais são construções específicas para abrigar pombos-correios, destinados a participar em provas desportivas, os pombais estão geralmente localizados num quintal/jardim, perto da habitação do proprietário. Refira-se que, na Bélgica, pais berço da modalidade, muitos pombais ocupam os sótãos das casas de habitação.

Os pombos-correios competem em provas com distancias compreendidas entre 100 e 1000 Km. A dureza desta competição implica necessariamente uma cuidadosa e atenta manutenção das aves.

Assim, a limpeza diária (ou mesmo duas vezes ao dia) do pombal, consta da pratica columbófila habitual (existem mesmo aspiradores especiais e potentes, propositadamente concebidos para o efeito).

Em intervalos regulares, as instalações são profundamente desinfetadas com produtos químicos adequados ou por meio de queimada com maçarico; já estão em uso sistemas automáticos sofisticados que retiram as sujidades do pombal de forma continua.

O pombo-correio é submetido a treinos rigorosos e meticulosamente palancados; só é solto com a intenção de voar, durante um período de tempo predefinido, segundo o velho adagio columbófilo: “para o pombo só ha dois lugares certos, ou está no ar voando ou está fechado no pombal“.

A vagabundagem nos telhados e/ou nos campos circundantes é contrária aos interesses do columbófilo, uma vez que suas aves aí poderiam ser contaminadas ou envenenadas. Este principio, assim como a particularidade de que o pombo geralmente só defeca quando tem as patas bem assentes no chão, implica que a maior parte dos excrementos sejam produzidos no próprio pombal.

Os pombos-correios são basicamente granívoros, fato que os distingue dos pombos da cidade, quase omnívoros.

As rações, compostas por mais de trinta cereais e sementes diferentes e selecionadas, são formuladas por nutricionistas e adaptadas a situação metabólica pontual da ave. Por exemplo, um pombo-correio na fase da reprodução ou na fase da muda recebera maiores percentagens de leguminosas ricas em proteínas, antes de uma prova será alimentado com maior quantidade de oleaginosas, ricas em gorduras energéticas e, logo após a chegada, ser-lhe-á fornecido, basicamente, cereais ricos em hidratos de carbono eletrólitos e glicose para facilitar a sua recuperação.

A “Associaton of Pingen Veterinarians” dos EUA publicou, em 1995, durante o seu Nono Simpósio Veterinário Anual, uma resolução na qual proclamava que o fato de ter, criar ou voar pombos não representa qualquer risco superior para a saúde do que a posse de qualquer outro animal doméstico.

No caso concreto do pombo-correio, é do nosso conhecimento que os enormes esforços físicos que são exigidos, obrigam os columbófilos a manter as suas colônias em condições de perfeita saúde. Este fato, muito especifico para a columbofilia, acrescido de um numero muito reduzido de doenças eventualmente transmissíveis, permitem-nos, afirmar que a columbofilia implica menos riscos para a saúde do praticante do que outra modalidade que lida com animais.

Em relação a saúde de terceiros, parece evidente que a columbofilia, quando garantidas as condições higio-sanitárias nos pombais e zonas envolventes, não provoca quaisquer prejuízos.

Atualmente a columbofilia é um desporto praticado em todos os continentes, podendo contar-se com 56 países filiados na Federação Columbófila Internacional, sediada em Bruxelas.

Em muitos destes países a columbofilia inseriu-se em departamentos militares por se lhe reconhecer ainda valor numa estratégia global de defesa.

 Fatos Curiosos

Alguns achados arqueológicos indicam a existência do pombo 6.500 anos A. C.

O faraó Ramsés III deu a conhecer ao povo a sua subida ao trono através dos pombos-correios.

No Egito anunciava-se a subida das águas do Nilo através dos pombos-correio.

No Império Persa, o correio aéreo baseado no serviço de mensagens através de pombos correio deu origem a um ramo da Administração Pública.

O Rei Salomão utilizava exclusivamente pombos correio na transmissão das suas ordens aos governadores das províncias do seu vasto Império.

As vitórias nos Jogos Olímpicos eram dadas a conhecer através dos pombos-correios.

Os romanos, no período da ocupação da Gália, faziam chegar as noticias a Roma, por meio de uma série de pombais escalonados até àquela capital.

Em 1.288, no Cairo, eram empregados 1900 pombos-correios no serviço postal regular.

O Sultão Nur-Eddin (séc. XII) criou um serviço postal por pombos-correios entre Bagdá e todas as cidades do seu Império.

Joinville, nas “Crônicas” relata o relevante papel protagonizado pelos pombos-correios durante as Cruzadas à Terra Santa.

Na Idade Média só aos senhores feudais e ao clero era autorizado a criação e detenção de pombos correio. Este “droit de colombier” apenas foi abolido com a Revolução Francesa, em 4 de Agosto de 1.789.

Em 1815, a primeira notícia recebida em Londres, a anunciar a derrota de Napoleão em Waterloo, foi transmitida por um pombo correio. Antes, porém, da chegada deste pombo mensageiro, já o Ministério da Guerra londrino recebera pelo telégrafo de Chappe, um telegrama incompleto que dizia “Wellington defeated …”, esta notícia causou o pânico na opinião pública e a bolsa entrou em queda livre. Rothschild, que utilizava regularmente os pombos correios nos seus negócios, tinha alguns deles na zona de combate: enquanto o Ministério carpia a “derrota”, o banqueiro adquiriu na Bolsa, por valores irrisórios, todos os títulos e ações ali transacionados.

Cerca do ano de 1.900, a empresa francesa Compagnie Général Transatlantique recebia noticias dos seus navios através de uma rede organizada de pombos correios (os pombos voavam distâncias superiores a 300 Km sobre o mar).

Na 1ª Guerra Mundial, mais de 30.000 pombos foram utilizados nas frentes de combate, sobressaindo o episódio do forte de Vaux e a história da heroica batalha de Verdun; A Alemanha reconhecendo o perigo, ordenou o extermínio dos pombos-correios nas regiões ocupadas.

Na 2ª Guerra Mundial assistiu-se ao êxito das mensagens aladas sempre que as comunicações via rádio eram interceptadas ou perturbadas pelos adversários.

Em 1948, o governo português concedeu o Estatuto de Utilidade Pública ao pombo correio.

Na década de 50, na Argentina, cerca de 60.000 pombos ainda serviam como meio de comunicação postal.

A Suíça desmobilizou os pombos correio já na década de 90.

A columbofilia continua em diversos países como em Espanha ou Cuba, a depender do Ministério da Defesa.

Agora que o Mundo parece encaminhar-se para uma paz duradoura e face ao aparecimento das novas tecnologias de comunicação, o pombo correio tem a sua verdadeira dimensão na área desportiva.

A Federação Columbófila Internacional – FCI (http://www.pigeonsfci.org) com Sede em Halle – Bélgica, aglutina cerca de 60 países de todos os Continentes.

Portugal ocupa um lugar de destaque nesta organização.

A columbofilia é, em Portugal, o segundo desporto mais praticado (logo a seguir ao futebol).

Cerca de 20.000 associados, 750 clubes e 14 Associações Distritais / Regionais dão corpo à estrutura columbófila nacional.

A Federação tem registados cerca de 4.500.000 pombos-correios.

Portugal é bicampeão Olímpico em columbofilia.

No triênio 1997-1999, Portugal organizou, com assinalável sucesso, três Campeonatos do Mundo, 3 Campeonatos Latino Americanos e um Campeonato da Europa.

A alimentação destes atletas é especialmente concebida tendo em conta o seu dispêndio de energia e é composta por mais de 25 diferentes tipos de sementes, suplementos energéticos e vitamínicos.

Grandes figuras do desporto português (José Torres, Bento, Chalana…) adaptaram a columbofilia como seu principal hobby.

Eminentes cientistas como o Prof. Dr. Rodrigues Branco (medicina nuclear) são columbófilos.

No Brasil, os pombos-correios foram importados primeiramente para comunicações militares.

Estima-se uma população de pouco mais de 192 mil pombos-correios nascidos no Brasil em 2018.

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Alimentação do pombo correio

 

Dr. Rogério Pernes Mota (Médico Veterinário)

Seria pura estultícia da minha parte pretender tudo saber nesta matéria e tudo demonstrar no âmbito dum artigo forçosamente limitado. Aos columbófilos que tiverem a paciência de me lerem até ao final e não escrevo para os eruditos da nossa praça, mas sim, para o columbófilo médio, estudioso, ávido de conhecimentos que desde já desejo úteis e que possam entrar no seu quotidiano.

clique aqui e leia o artigo completo

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A volta heróica dos pombos-correios

Na era da guerra eletrônica, a oportunidade de retorno dos mensageiros emplumados

Na Primeira Guerra Mundial, os pombos serviram no regimento dos tanques, no serviço militar aéreo e na aviação naval. Na Segunda Guerra, foram usados de forma ainda mais abrangente e intensa. Foto: Pen and Sword Books / UIG / Getty Images

Em 16 de abril de 1919, o navio de transporte de tropas Ohioan  atracou em Hoboken, Nova Jersey. Entre os vários membros das Forças Expedicionárias Americanas que desembarcavam estava um pequeno destacamento de 21 homens da Companhia de Serviço de Pombos Nº 1, do Departamento de Comunicações do Exército Americano. Repórteres de jornais amontoaram-se no píer ao redor do oficial encarregado, o capitão John L. Carney, para perguntar sobre as proezas dos ilustres pombos heróis que o Exército escolheu levar para casa. À frente dos demais estava uma pomba azul chamada Cher Ami. De acordo com a história contada pelo capitão Carney, Cher Ami, em 4 de outubro de 1918, enfrentara tiros e bombas para entregar uma mensagem de homens cercados no desfiladeiro Charlevaux, na Floresta de Argonne, na França, conhecidos como o “Batalhão Perdido”. Cher Ami chegou a seu pombal com a mensagem do comandante das Forças, o major Charles W. Whittlesey, intacta, mas sem a perna direita e com um machucado no tórax que cortava o esterno. A pomba sobreviveu aos ferimentos, e a mensagem de Whittlesey forneceu ao quartel divisional e regimental a posição exata das tropas, informação que contribuiu para a libertação dos homens.

Até hoje, a história de Cher Ami é lendária, uma prova da bravura dos animais na guerra. Embora os registros não deixem claro se foi ela ou outro pombo a entregar a mensagem de Whittlesey, a história costuma esconder os objetivos por trás do uso de pombos-correios pelo Exército dos Estados Unidos. De 1917 a 1957, o Departamento de Comunicações americano manteve instalações de criação e treinamento de pombos, e pássaros serviram na Segunda Guerra Mundial e na Coreia. Quando o serviço de pombos foi dissolvido, em 1957, o Exército argumentou que manter tais instalações durante tempos de paz era desnecessário devido aos avanços em comunicações eletrônicas. Os pombos restantes foram vendidos em leilões, e outros poucos seletos foram doados a zoológicos ao redor do país. Hoje em dia, o uso de pombos-correios é visto como uma peculiaridade, um esquete curioso do campo de batalha no começo do século XX.

Mais de 60 anos depois, faz-se necessária uma reavaliação dos pombos-correios militares. A influência do espectro eletromagnético estende-se através dos sistemas e operações do campo de batalha até chegar à estrutura da sociedade civil. Operações defensivas e ofensivas no campo do ciberespaço — combinadas com ataques aéreos, aquáticos e por terra ou infraestrutura espacial — têm o potencial de desativar ou causar danos sérios a toda a comunicação ou às grades de energia. Adversários que dominam a guerra eletrônica estariam, então, em posição de controlar o campo de batalha e restringir as opções apresentadas aos comandantes americanos ou aliados. Pensando no potencial desta guerra, algumas comunicações entre o front do campo de batalha, o comando do escalão traseiro e os elementos de controle talvez tenham de estar nas patas ou nas costas de um mensageiro emplumado, visto que um humano ou um veículo ou aeronave mais visível acabam sendo vulneráveis demais a intercepções ou destruições.

Numa era em que a inovação militar consegue invocar pensamentos sobre armas futurísticas e pesquisa, desenvolvimento e aquisição custosos, talvez se deva considerar uma inovação restaurada: o pombo-correio. Uma breve análise da experiência dos militares americanos com pombos-correios fornece insights tanto sobre a utilidade desses pássaros como sobre suas vantagens no campo de batalha na era da guerra eletrônica moderna.

Pombos-correios são parentes do pombo doméstico ( Columba livia ), que com frequência sequestram itens ou conduzem ataques aéreos estratégicos a residentes e residências urbanos ao redor do mundo. Pombos-correios, entretanto, são mais parecidos com cavalos de corrida, cuidadosamente criados e tratados para maximizar velocidade, resistência e destreza ao navegar. Assim como com os cavalos de corrida, donos de pombais não hesitam em gastar milhares ou centenas de milhares de dólares em pombos campeões, com a esperança de reproduzir o sucesso da raça nas gerações seguintes. A ciência exata não é clara, mas as teorias postulam como os pombos navegam, retornando a seu pombal com a ajuda de meios visuais, magnetorreceptivos ou olfativos. As distâncias percorridas por eles podem variar de 16 a 1.600 quilômetros em terreno desconhecido ou em alto-mar, alcançando velocidades de 96 a 145 quilômetros por hora. Um pombo pode sofrer um ferimento grave durante o voo e continuar a jornada até sua casa, como foi o caso de Cher Ami e de outros nas duas Guerras Mundiais.

O uso de pombos para fins militares data de séculos atrás, mas a Primeira Guerra Mundial difundiu o emprego dos pássaros no campo de batalha tanto pela Tríplice Entente quanto pela Tríplice Aliança. Antes disso, eles foram usados nos anos 1800 primeiramente no jornalismo, com viés militar reacendido apenas na Guerra Franco-Prussiana, durante o Cerco de Paris. Após a entrada dos americanos na Primeira Guerra Mundial, oficiais franceses e britânicos defenderam os pombos-correios depois de suas experiências nas regiões francesas de Verdun e Somme. Na guerra de trincheiras, em que bombardeios da artilharia transformavam linhas telefônicas cuidadosamente arrumadas em confete, os pombos acabavam sendo o único meio de comunicação confiável entre as trincheiras do front e a artilharia e os elementos de comando atrás. Nem bombardeio, poeira, fumaça, gás venenoso ou neblina impediam os mensageiros emplumados. Para os britânicos em Somme, os pombos “sempre foram capazes de operar regularmente. Em vários casos, eram os únicos capazes de resistir ao tempo e aos meios de destruição do inimigo”.

“Na arena da tecnologia, os pombos são mensageiros mundanos, porém comprovados e confiáveis. Uma tecnologia que serviu fielmente ao Exército americano por meio século”

A partir de então, o Departamento de Comunicações do Exército não perdeu tempo e estabeleceu um serviço de pombos em julho de 1917, usando a experiência dos Aliados com uma tecnologia testada para abordar problemas de comunicação. O trabalho continuou a refinar e melhorar os sistemas de comunicação com e sem fio para o campo de batalha, mas a tecnologia já disponível dos pombos assegurou que os homens das Forças Expedicionárias Americanas não fossem pegos de surpresa durante um blecaute de comunicação, quando meios eletrônicos ou emissários fossem atingidos pelo inimigo.

Pombos demonstraram ser confiáveis como mensageiros e hábeis para o uso em uma variedade de contingentes. Na Primeira Guerra Mundial, o Departamento de Comunicações relatou uma taxa de 95% do total de entregas de mensagens. Em 1944, o Exército relatou taxas de 99% de mensagens táticas entregues por pombos. Após o sucesso com as operações de combate na Europa na Primeira Guerra Mundial, as Forças Armadas americanas empregaram pombos no Pacífico, na Europa e no norte da África durante a Segunda Guerra Mundial. As mensagens evoluíram de pequenos pedaços de papel de arroz e seções de mapas a, finalmente, filmes fotográficos revelados. Na Primeira Guerra Mundial, os pombos serviram no regimento dos tanques, no serviço militar aéreo e na aviação naval. Na Segunda Guerra Mundial, estiveram em todos os lugares, em todo o mundo. Fizeram parte da Operação Overlord ao lado de paraquedistas da 101ª e da 82ª Divisão Aerotransportada e foram carregados penhasco acima no Pointe du Hoc com os Rangers em contêineres especiais. Outros pássaros caíram de paraquedas em Burma com membros do Escritório de Serviços Estratégicos, ultrapassando linhas inimigas para levar mensagens, enquanto outros encontraram um lar dentro dos tanques Sherman. Milhares de pássaros trabalharam a bordo dos pesados bombardeiros das Forças Aéreas do Exército em invasões ao redor da Europa. Na campanha italiana, pombos provaram ser inestimáveis na transmissão de mensagens por terrenos acidentados, para coordenar missões para aeronaves ou para a artilharia. Assim como pombos comuns conseguem se adaptar e prosperar em praticamente qualquer ambiente do planeta, o mesmo ocorre com seu emprego militar.

Começando em 1917 e continuando com a Segunda Guerra Mundial, a força de pombos do Exército se baseou na comunidade civil de corrida de pombos. Em 1917, o Serviço de Pombos das Forças Expedicionárias Americanas chamou dois membros fundadores da União Americana de Corrida de Pombos — John L. Carney e David C. Buscall — para receber comissões diretas como primeiros-tenentes e começar uma força de pombos do zero. Ambos os homens — coincidentemente um oficial e um antigo oficial não comissionados do Corpo do Exército e dos Fuzileiros Navais, respectivamente — levaram consigo o conhecimento e a experiência altamente especializados necessários para adquirir, treinar, criar e distribuir pombos para as forças no campo. Com seus contatos civis, eles obtiveram, por compra ou doação, um grande número de pombos de corrida de qualidade e ajudaram a recrutar os oficiais não comissionados necessários para fazer parte da equipe e treinar outros adestradores de pombos no norte da França. A necessidade de treinar esses animais para as Forças Expedicionárias Americanas ainda demonstrou como a natureza especializada do trabalho com pombos valorizou o conhecimento civil sobre eles.

Após a guerra, o Exército continuou a trabalhar em conjunto com organizações civis, como a União Americana de Corrida de Pombos, ao recrutar homens dessa comunidade. Quando o Exército precisou expandir rapidamente a força de pombos na Segunda Guerra Mundial, a comunidade civil respondeu com a doação de dezenas de milhares de pássaros, e até a Primeira Guerra Mundial “reutilizou” voluntários a oficiais e recrutou soldados para treinar e cuidar dos pombos. Nunca foi uma força grande ou cara demais, e os “pombioneiros” do Exército asseguraram a continuidade da comunicação para os homens que lutavam no front, embora sempre tenha sido um método de transmissão secundário ou emergencial. Independentemente do tamanho ou da falta de prestígio, os homens do Serviço de Pombos representaram um exemplo sólido de uma parceria civil-militar capaz de reagir a uma necessidade de tempos de guerra de maneira organizada e eficiente.

Para os desafios contemporâneos da ciberguerra e da guerra eletrônica, o Comando do Futuro do Exército americano deveria examinar os registros do dissolvido Serviço de Pombos. A partir da experiência das duas Guerras Mundiais, o esforço com esses animais ergueu-se graças à parceria com organizações civis. Parecido com o Programa Cibernético de Comissões Diretas, ao recrutar e fornecer grau mais elevado a especialistas em pombos devido a seu treinamento civil, o Exército forneceu aos oficiais e às posições não comissionadas conhecimento e habilidades essenciais para a expansão rápida, a custo mínimo de treinamento e de respectiva infraestrutura associada. Além disso, as conexões desses civis-soldados providenciou o acesso para a aquisição de pombos-correios de qualidade da comunidade civil, proporcionados ao Exército com pouco atraso. A habilidade de “aumentar” a força de pombos tornou-se possível, em parte, por causa do então existente e pequeno Serviço de Pombos dos tempos de paz.

Na arena da tecnologia, os pombos são, decididamente, mensageiros mundanos e, no entanto, comprovados e confiáveis. Usados como tecnologia disponível em tempos de necessidade, em 1917, serviram fielmente ao Exército por meio século. Uma similar aquisição de sucesso pode ser encontrada no “Big Five” do Exército. O Coronel David C. Trybula concluiu que, ao incorporar tecnologias desenvolvidas ou em desenvolvimento aos sistemas, os resultados são “extraordinários e talvez revolucionários” quando comparados com a troca desses sistemas. Embora não esteja argumentando que a tecnologia de pombos-correios possa substituir as tecnologias avançadas de comunicação dos dias de hoje, há vantagens a ser contempladas no ambiente da guerra eletrônica.

Como demonstrado pela luta na região de Donbass, na Ucrânia, e na Síria, a segurança eletromagnética pode ser uma questão de vida ou morte, luz ou escuridão. Utilizando métodos da guerra eletrônica, forças separatistas endossadas pela Rússia causaram uma série de dificuldades para as forças ucranianas. Na atual luta na Síria, forças americanas também estiveram cara a cara com a tecnologia e as táticas russas desse tipo de guerra, um campo de batalha da guerra eletrônica que virou um campo de treinamento para futuros conflitos. Monitorar, travar ou infiltrar sistemas eletrônicos para permitir ou negar efeitos cinéticos acaba valorizando a proteção de sinais de comunicação.

Certamente pombos não são os substitutos dos drones, mas são uma opção de pouca visibilidade para repassar informação. Considerando a capacidade de armazenamento de cartões de memória micro SD, as características orgânicas de um pombo providenciam, às forças na linha do front, um meio relativamente clandestino de transporte de gigabytes de vídeo, voz ou ainda imagens e documentação, voando uma considerável distância com zero emissão eletromagnética ou detecção óbvia por radar. Essas tecnologias decididamente inferiores são difíceis de detectar e rastrear. Pombos não falam caso sejam interrogados, embora não estejam totalmente imunes à prisão sob suspeita de espionagem. Dentro de um ambiente urbano, eles têm um potencial ainda maior de se disfarçar na população aviária local, dificultando ainda mais a detecção. Este último, presume-se, foi um fator no uso desses pássaros para contrabandear drogas clandestinas, derrotando até o mais sofisticado dos muros.

Além disso, fornecem uma ferramenta assimétrica disponível para propósitos de guerra híbridos. A utilização de pombos, de baixo custo e de inferior tecnologia, para transporte de informações ou, potencialmente, de agentes químicos em pequenas quantidades — ou até de ciberarmas codificadas —, faz com que sejam recursos fáceis e rápidos, em meio à população civil, para fins militares mais amplos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Serviço Britânico Confidencial de Pombos do MI14 soltou cestas de pombos-correios por trás de linhas inimigas para fins de espionagem, coletando, enquanto isso, inteligência militar inestimável de uma vasta coleção de civis franceses, holandeses e belgas. Até como um meio de comunicação de mão única, o pombo-correio provou ser uma preciosa ferramenta militar.

Não alego que as ideias aqui inseridas sejam únicas ou refinadas. Forças militares de pombos estão praticamente extintas, mas, ainda assim, o Exército Popular de Libertação da China e o Exército de Terra Francês mantêm pequenas forças de pombos para o caso de a guerra eletrônica conseguir interromper ou desativar comunicações militares. Quanto aos militares americanos, os únicos rastros desse setor podem ser encontrados em artefatos ou fotografias em museus ao redor do país. O uso militar de pombos-correios no século XXI, de maneiras ainda mais criativas ou similares, é limitado apenas pela iniciativa e imaginação — uma declaração que é verdadeira para a maioria das inovações no campo de batalha e para o potencial desestabilizador da guerra eletrônica.

Frank Blazich é curador de história militar moderna no Museu Nacional de História Americana do Instituto Smithsonian

Fonte: Revista Época/Globo

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O pombo mais veloz do mundo

Armando, o pombo mais veloz do mundo, é vendido por mais de R$ 5 milhões.

Um pombo-correio campeão de corridas foi vendido pelo preço recorde de 1,25 milhão de euros (cerca de R$ 5,3 milhões).

Armando, como é chamado, foi descrito pela casa de leilões Pigeon Paradise (Pipa) como “o melhor pombo belga de longa distância de todos os tempos”.

Ele também é conhecido como “o Lewis Hamilton dos pombos” – uma referência ao piloto britânico de Fórmula 1, cinco vezes campeão mundial.

Até então, o recorde era de 376 mil euros (R$ 1,6 milhão), valor que foi ultrapassado logo no primeiro dia em que Armando foi colocado a leilão, informou a Pipa.

“Foi irreal, o sentimento – foi algo de outro mundo”, disse à BBC Nikolaas Gyselbrecht, CEO da Pipa, quando alguém fez uma oferta de mais de 1 milhão de euros.

“Nos nossos sonhos mais loucos, nunca imaginamos um valor como esse. Esperávamos algo em torno de 400 mil a 500 mil euros, e sonhávamos com 600 mil euros só”.

Segundo Gyselbrecht, dois compradores da China protagonizaram uma guerra de lances, que em pouco mais de uma hora passaram de 532 mil euros para 1,25 milhão de euros.

Para efeito de comparação, diz ele, o preço padrão de um pombo de corrida é de aproximadamente 2,5 mil euros.

Mas Armando não é um pombo qualquer. De acordo com Fred Vancaillie, presidente da associação local de entusiastas de pombos, ele é um dos melhores pombos da história do esporte, conhecido como columbofilia.

As últimas três corridas da carreira dele foram disputadas no Campeonato de Pombos Ace 2018, na Olimpíada de Pombos 2019 e no Angoulême – e ele venceu todas as competições.

Prestes a completar cinco anos, Armando está agora aposentado das corridas.

Mas, embora seus dias de competidor tenham ficado para trás, Gyselbrecht diz que os pombos de corrida podem ter filhotes até os 10 anos e costumam viver até 20 anos.

É provável, portanto, que os novos donos coloquem a ave para procriar na esperança de gerar uma ninhada de campeões.

Fonte: BBC Brasil

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Pombo-correio é leiloado pelo preço recorde de 1,25 milhão de euros

Um pombo-correio, treinado na Bélgica, foi arrematado em um leilão online neste domingo (17) por 1,25 milhão de euros, tornando-o a ave da espécie mais cara da história, anunciou o site especializado Pigeon Paradise (Pipa).

“Ninguém esperava que se pulverizasse o teto mágico de 1 milhão de euros. O montante final (da venda) foi de 1.252.000 euros”, destacou Pipa, sem informar a identidade do comprador.

A agência de notícias Belga, no entanto, reportou que o comprador é um cidadão chinês “que certamente usará a ave para fins reprodutivos, para engendrar novos campeões”.

O pombo, chamado Armando, foi criado no estabelecimento de Joel Verschoot, um dos mais renomados da Bélgica.

O interesse da China por pombos-correio aumentou nos últimos anos, o que elevou os preços dos “campeões” que são determinados por qual é o primeiro capaz de voltar ao seu pombal a partir do ponto de partida, situado a centenas de quilômetros.

Segundo Pipa, o pombo mais caro da história das vendas pela Internet até hoje era “New Bliksem”. A ave foi vendida em novembro de 2018 por 376.000 euros.

Fonte: Istoédinheiro

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Preços de pombos em alta na China

Preços de pombos-correio têm maior alta da história com corridas na China

(Bloomberg Business) — Para a maioria das pessoas que moram em cidade, os pombos são pragas que precisam ser espantadas dos bancos das praças e afastadas das janelas com pregos. Os amantes da boa comida poderiam dizer que essas aves, assadas, podem ser uma boa opção para o almoço de domingo. Agora, pagar mais de 100 mil euros por um pombo?

A prática está se tornando cada vez mais comum, impulsionada, em grande parte, pelo interesse dos novos ricos da China nas corridas de pombos, informa a Bloomberg Markets em sua edição de março.

Em maio de 2013, o homem de negócios chinês Gao Fuxin estabeleceu um novo recorde, pagando 310 mil euros em um leilão on-line por um pombo chamado Bolt, em alusão ao corredor jamaicano Usain Bolt. O recorde anterior era de 250,4 mil euros, pagos por um magnata chinês da navegação em 2012.

“Os chineses se importam muito com prestígio e estão dispostos a gastar muito dinheiro para ter prestígio — para ostentar –“, diz Ian Somers, da Pigeon Paradise, corretora com sede na Bélgica que vendeu Bolt, o pombo. (As aves da Bélgica e dos Países Baixos são valorizadas pela tradição das corridas em seus países). A empresa realizou nove leilões de 2009 para cá e o valor total obtido superou 1 milhão de euros.

Em uma típica corrida de pombos, esporte conhecido como columbofilia, centenas de aves de diferentes pombais mantidos por criadores são equipadas com fitas que monitoram o tempo, transportadas para pontos de partida a centenas de quilômetros de distância (a distância exata do pombal varia para cada ave) e depois liberadas simultaneamente. O pombo vencedor não é aquele que retorna ao seu pombal primeiro e sim o que viaja à maior velocidade média.

Na Bélgica, eclodiu um escândalo em 2013 quando testes realizados em seis pombos deram positivo para substâncias dopantes, incluindo cocaína e analgésicos.

Os prêmios podem superar 1 milhão de euros e muitas corridas na China também caracterizam um cenário ativo de apostas ilegais. As apostas no resultado de uma corrida podem somar mais de 2,5 milhões de euros. Os proprietários preveem que, a cada corrida, pelo menos 10% dos pombos participantes não conseguem retornar.

Os falcões são um problema comum. Os ladrões também. Na China e em Taiwan, os chamados piratas dos pombos esperam perto das rotas estimadas das aves com iscas e redes. Quando capturadas, as aves são revendidas, ou exige-se um resgate por elas.

Pombos caros como Bolt são valiosos demais para participarem de corridas. Depois de leiloados, eles são colocados para procriar. “No tocante aos pombos-correio, o sangue é tudo”, diz Mike Ganus, columbófilo de Granger, Indiana, EUA, que vende cerca de 500 pombos por ano para a China. “Se você não tiver a genética, você não terá um vencedor, faça o que fizer”.

Embora os compradores estejam começando a confiar mais no histórico de corridas de um pombo e em suas crias do que nas características físicas, os catálogos dos leilões ainda apresentam fotos em close das penas das asas das aves.

Parte do que se sabe a respeito dos pombos é que o comprimento e o formato da sétima pena primária dessas aves determinam seu desempenho. “Antes era possível vender qualquer vencedor europeu aos chineses”, diz Ganus. “Agora, eles estão em busca de pombos muito exclusivos”.

Fonte: UOL Economia

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Campeão Nacional – Pombo voou 488 Kms em 6 horas

Campeão nacional, pombo de Casa Branca voou 488 quilômetros em 6h

Competição em Aracaju reuniu 250 pássaros do Brasil e outros 3 países. ‘Pássaros atletas’ tem alimentação especial e treino diário em pombal.

Um pombo de Casa Branca (SP) é campeão nacional de columbofilia, a prática de criar pombos correio para disputas. A ave voou 488 quilômetros na competição realizada em outubro, em Aracaju (SE), que reuniu 250 pássaros do Brasil e de outros 3 países.

O pombo correio pode voar até 800 quilômetros em um só dia e consegue voltar para o local de origem mesmo anos depois da saída. Isso acontece graças a um sistema de orientação que eles têm no cérebro.

“Tive pombo que voltou depois de 5 anos. Ele provavelmente deve ter ficado em algum pombal e posteriormente escapou. Ele tem uma ‘bússola’ no seu cérebro que ele usa para fazer a navegação, que é típico das aves migratórias também. Então às vezes ele usa o campo magnético da terra para poder se orientar, às vezes o sol, então dependendo do clima ele usa esse mecanismo que é nato dele”, afirmou o criador de pombos Agnaldo Inácio.

Pombo correio na história
Por causa dessa habilidade, por centenas de anos o pombo correio foi fundamental pra se comunicar a longas distâncias. No fim do século 19 na Europa, por exemplo, militares em campo de batalha prendiam na ave uma cápsula com mensagens para que elas chegassem até os quartéis.

“Não tinha essa facilidade que tem hoje de comunicar. Um exemplo, um soldado estava em guerrilha e acabava a munição. Eles colocavam um bilhetinho pequeno no pombo dizendo: ‘está faltando munição’ e soltavam.  Ele vinha para o pombal dele que era no exército e eles providenciavam mais munição”, explicou o criador de pombos Valter Fidelis.

Campeão nacional
Assim como Agnaldo e Valter, o criador Gilberto Cassiolato faz parte da Associação Casabranquense de Columbofilia. No campeonato brasileiro deste ano, realizado na cidade de Aracaju (SE), no dia 15 de outubro, ele ficou em primeiro lugar na categoria pombo AS.

Ele conta que o animal vencedor voou 488 quilômetros em pouco mais de seis horas. “Tenho a pontuação por classificação, então ele conseguiu uma pontuação maior que todos os outros pombos, então ele é considerado o melhor pombo do campeonato”, disse.

‘Pombos atletas’
Para ter desempenho de atleta, a alimentação das aves tem que ser especial, com ração bem nutritiva e com vários grãos, além de suplemento alimentar, como o açúcar de uva para dar energia. Os pombos também recebem medicação para controle de doenças e pragas.

A gente precisa alimentá-lo e tratá-lo como se fosse um atleta de qualquer outro esporte”
Gilberto Cassiolato, criador de pombos

No pombal de Cassiolato, que fica nos fundos da casa dele, o viveiro tem 250 animais. Vários já foram premiados em competições estaduais e nacionais, resultado de seleção genética das aves e de treino também. Todos os dias ele solta os pombos para que eles possam se exercitar. “A gente precisa alimentá-lo e tratá-lo como se fosse um atleta de qualquer outro esporte”, afirmou.

Clique aqui e assista o vídeo da reportagem

Fonte: TV GLOBO – G1

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Mistério de ‘triângulo da Bermuda “os columbófilos”

É UM MISTÉRIO QUE COLUMBÓFILOS TÊM COMPARADO AO ENIGMA DO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS, MAS DESTA VEZ O CENÁRIO É UM CANTO RURAL DO NORDESTE DA INGLATERRA.

Centenas de aves corridas desapareceram em circunstâncias não esclarecidas após ser liberado na região.
Especialistas estão surpresos com o fenômeno, com chuvas anormalmente elevados, altos níveis de atividade solar e até mesmo sinais de uma base de espionagem que está sendo acusado.
Columbófilos têm comparado ao desaparecimento de navios e aeronaves em uma área do Atlântico limitadas por Miami, Bermudas e Porto Rico. Mas agora os centros de mistério sobre uma área geográfica que abrange Thirsk, Wetherby e Consett.
No mais recente episódio, apenas 13 dos 232 aves soltas em Thirsk último sábado por um clube escocês Pombo correio conseguiu voltar para Galashiels em Scottish Borders.
Keith Simpson, do Cleveland East Federação dos columbófilos, disse que os pilotos de toda a região havia sofrido enormes perdas desde a temporada começou em abril, com muitos perdendo mais da metade dos pássaros.
Escocesa pombo piloto Austin Lindores disse: “Quando eles voam baixo para a área Thirsk, Wetherby e Consett que chamamos de Triângulo das Bermudas porque algo sempre parece acontecer.
“Esta não é a primeira vez que isso aconteceu na área. Eu não vou estar correndo lá de novo.”
É o mais recente problema para bater o mundo do pombo imaginando.Cerca de 60.000 pessoas são pensados ​​para manter as aves, incluindo 42.000 que raça deles, mas os números estão em declínio acentuado e há temores de que o passatempo podem ser extintos dentro de uma década.
As próprias aves já têm de lidar com o problema crescente de ataques de falcões peregrinos, gaviões e açores.
Alguns dos pombos-correio mais valiosos são no valor de dezenas de milhares de libras, enquanto o juro do Extremo Oriente tem empurrado para cima o preço das aves utilizadas para criação de ainda mais.
Uma galinha vendido por £ 209.000 para um magnata chinês no início deste ano.
Não existe ainda nenhuma explicação adequada para o pombo “triângulo da Bermuda”, mas a teoria mais popular é de que o número anormal de chuvas de verão tem sido o envio de aves fora do curso, na tentativa de voar ao redor das chuvas.
Outra sugestão é que os níveis anormalmente elevados de atividade solar ter distorcido campos magnéticos pensado para ser usado pelas aves para navegar seu caminho para casa.
Alguns até culpou os sinais da estação de monitoramento em Menwith Hill, perto de Harrogate. A explicação mais mundana pode ser que mais corridas mudaram-se para a área por causa da ave de rapina crescente – ou raptor – problemas em outros lugares.
Isso significa que um maior número de pombos estão sendo liberados em poucos minutos um do outro na mesma região, fazendo com que diferentes grupos para enviar cada curso ao outro.
Jeffries Wendy, presidente do Fundo Social Thirsk Flying Club, disse que tinha sido um “ano atroz”, acrescentando: “. Estou até 10 aves jovens de 29 e as pessoas que eu falei para são o mesmo”
Stuart Fawcett, de Darlington, que foi pombos há mais de 30 anos, disse: “É o pior ano em memória de pessoas que foram de corrida por 60 anos.
“A área que está sendo falado é muito muito congestionado com pombos porque o problema raptor se tornou tão grande em outro lugar que as raças se mudou para leste da Inglaterra.”
Um porta-voz do Pombo Real Racing Association disse que qualquer um encontrar um pombo de corrida de rua poderia identificá-los por um anel em sua perna, que poderia ser usado para reunir o pássaro com o seu dono.
Fonte: Por Rojas Ford JohnPaul