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Artigo: Como diagnosticar e controlar as enfermidades causadas pelo Reovírus?

Tanto nos casos de artrite viral como nos de síndrome da má absorção, o diagnóstico presuntivo pode ser feito considerando o histórico da granja, os sinais clínicos e as lesões encontradas, além dos testes laboratoriais. Porém as lesões não são características e podem se assemelhar às causadas por Staphylococcus aureus e Mycoplasma synoviae.

A confirmação pode se dar através do isolamento, considerado padrão-ouro, que deve ser feito a partir de amostras de tendões, traqueia, fígado, bolsa cloacal, rins, baço, intestino e fezes. Exames histopatológicos podem contribuir muito para confirmação da suspeita. Testes sorológicos também são de grande utilidade, visto que são mais rápidos e práticos, onde anticorpos específicos contra reovírus podem ser prontamente identificados pelo teste da precipitação em gel de ágar e ELISA.

Não há tratamento específico para a Reovirose. Deve-se tratar possíveis quadros bacterianos secundários, mas a prevenção se mostra como ponto fundamental para o controle da enfermidade. A biosseguridade é um dos pilares para a prevenção dessa doença. A limpeza e a desinfecção das instalações devem ser realizadas com muito critério, e com desinfetantes sabidamente eficazes. É necessário conhecer a origem dos pintos que serão trazidos para a granja, para evitar introduzir aves já infectadas por transmissão vertical. O ideal é adquirir pintos de matrizes livres da doença e que tenham níveis satisfatórios de anticorpos (proteção passiva).

Os vírus de RNA possuem característica de mutação de ponto, que é relativamente comum no ARV. Novas cepas podem surgir a partir de linhagens cocirculantes, o que impacta de forma negativa a eficiência dos programas vacinais, visto que as cepas vacinais protegem apenas sorotipos homólogos. As vacinas disponíveis atualmente compreendem 4 cepas diferentes (S1133, 1733, 2408 e 2177), que pertencem ao patotipo I. Porém, devido à variabilidade genotípica e antigênica das cepas de campo, as cepas vacinais não são capazes de promover uma imunidade totalmente adequada para 100% das situações.

Ainda assim, a imunização é uma ferramenta de controle bastante eficaz. Uma estratégia bastante eficaz é o uso de duas ou até três cepas vacinais no programa de profilaxia para ampliar a abrangência de proteção. Aves de 1 dia de idade são mais suscetíveis aos sorotipos patogênicos e vão se tornando mais resistentes à infecção de acordo com a maturidade do sistema imune. Portanto programas de vacinação devem privilegiar a proteção efetiva nos primeiros dias de vida das aves. O programa tradicional de vacinação das matrizes contempla a utilização de vacinas vivas durante a recria e vacinas inativadas no período anterior à produção de ovos. A primovacinação com vacinas vivas proporcionará maiores níveis de anticorpos nas matrizes, além de maior homogeneidade desses títulos, favorecendo assim a transferência de proteção passiva em níveis mais adequados, afinal os anticorpos maternos são altamente efetivos quando correspondem à amostra prevalente na região.

Normalmente recomenda-se uma vacina viva da primeira à quinta semana de vida, com revacinação ao redor da décima semana, além de uma vacina inativada antes da produção (entre 17 e 20 semanas) podendo ser associada a outras vacinas oleosas. A vacinação das matrizes, aliada a uma boa limpeza e desinfecção dos ambientes de criação, possibilita a diminuição da pressão viral e do desafio de campo por reovírus. Regiões de alto desafio podem utilizar a estratégia de hiper-imunização das matrizes com duas doses da vacina inativada para produzir e transferir altos níveis de anticorpos à progênie.

Conheça nossas soluções de controle dos Reovírus, por meio de vacina viva e inativada.

Autor: Eduardo Muniz – Médico-Veterinário | Me. | Dr. | Gerente de Serviços Técnicos e Outcomes Research – Aves

Colaboração: Departamento Técnico da FCB

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Artigo: Reovírus e as consequências de sua ação na avicultura

Entenda por que ele é uma grande ameaça para as granjas de frangos de corte e saiba a maneira mais eficaz de controlá-lo

Por sua capacidade adaptativa a mudanças de temperatura e sua característica de alta resistência a pH 3 e à desinfecção com formalina 3%, o reovírus aviário (ARV) representa hoje uma enorme ameaça para a avicultura. 

A nomenclatura (REOvírus) se deve ao fato de terem sido identificados pela primeira vez no trato respiratório e nas fezes de aves (Respiratory and Entheric Orphan vírus), antes mesmo de conhecermos que patologias causariam. 

O ARV está relacionado a diferentes quadros patológicos, como distúrbios entéricos e respiratórios, hepatite, hidropericárdio, miocardite, pericardite e pancreatite. Isso acontece porque o reovírus aviário tem ação imunossupressora, principalmente quando associado a outros patógenos, como os vírus das doenças de Gumboro e de Marek, anemia infecciosa das galinhas, doença de Newcastle, além de interações com micotoxinas. Artrite viral (AV) e síndrome da má absorção (SMA), no entanto, são as principais doenças. 

“Também conhecida como tenossinovite infecciosa, a artrite viral é um dos maiores responsáveis por condenação de carcaça no abate. A depender da severidade da lesão, as aves afetadas podem ter dificuldade para caminhar, além de piora no crescimento e na conversão alimentar”, explica o médico-veterinário Antônio Kraieski, Assistente Técnico de Aves da Zoetis. 

A AV pode ser causada por diferentes sorotipos de reovírus e acometer frangos de corte, reprodutoras (leves e pesadas) e perus. Afeta principalmente frangos de corte, de quatro a oito semanas de idade. Os machos, geralmente, são acometidos entre 12 e 16 semanas de vida. 

Já a síndrome da má absorção, também chamada síndrome de refugagem, acomete aves jovens, de uma a três semanas, e caracteriza-se, principalmente, por apatia e falta de mobilidade das aves, desuniformidade de lotes, deficiência de pigmentação, problemas ósseos, aves com penas eriçadas e com plumagem molhada, além de intensa diarreia e a presença de alimento parcialmente digerido nas fezes das aves. 

Controle 
“Por seu alto poder de transmissão (em torno de 30%) e de mortalidade (entre 5% e 10%), a maneira mais eficaz de controle do reovírus é a imunização das reprodutoras visando altos níveis de transferência de imunidade passiva para as aves de corte”, diz Kraieski. 

Vacina viva atenuada, POULVAC REO é indicada para a prevenção da artrite viral em galinhas reprodutoras a partir da 1ª semana de vida. 

Já POULVAC MATERNAVAC IBD – REO, vacina inativada, é indicada para revacinação de galinhas reprodutoras como medida auxiliar na prevenção da doença de Gumboro e infecções por reovírus. Confere altos níveis de anticorpos maternos, que são transferidos para a progênie das aves vacinadas. 

Para outras informações técnicas sobre o tema, acesse o Painel da Avicultura. 

Fonte: Zoetis

Colaboração: Departamento Técnico da FCB

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Artigo: Causas infecciosas das lesões articulares em aves

Os problemas locomotores nas aves prejudica o bem estar, a produtividade e determina lesões que resultam em condenações no abatedouro, causando prejuízos econômicos que ultrapassam milhões de reais e são incompatíveis com a competitividade da avicultura.

Estes prejuízos aparecem na forma de perda de peso, piora na conversão alimentar, tratamentos com antibióticos e aumento da mortalidade. Aliado a isto, podemos acrescentar as condenações de abatedouro devido a problemas de artrite, que é relatada por alguns autores como a 4ª maior causa de condenações parciais, e podem ter origem infecciosa ou não.

Os Reovírus são os causadores da artrite viral ou tenossinovite em galinhas, ocasionando lesões de caráter inflamatório crônico na articulação tibiotársica. As aves acometidas apresentam dificuldade de se locomover e permanecem em decúbito ventral com consequente alteração na conversão alimentar e ganho de peso, havendo mortalidade devido à inanição e desidratação.

Os sinais e lesões que, entretanto, não são patognomônicos, podem se assemelhar aos causadas por Mycoplasma synoviae, estafilococos ou outras bactérias. O envolvimento principalmente dos tendões extensores e flexores digitais do metatarso, e da infiltração de heterófilos no coração, ajudam a diferenciar a infecção por Reovírus de doenças semelhantes causadas por esses outros agentes. 

O Reovírus é considerado endêmico e, em articulações de aves com artrite, podemos encontrar portadoras assintomáticas de Mycoplasma synoviae. Aumentando ainda mais a interação entre estes dois microsganismos.

Os animais mais susceptíveis têm entre quatro e sete semanas de vida. A doença é aguda o e vírus tem predileção pelo tendão gastrocnêmico e as membranas periarticulares, porém a mortalidade é baixa, e pode ser aumentada em aves com infecções conjuntas com Mycoplasma spp., Staphylococcus spp. , E. coli ou até mesmo Salmonellas, que podem agravar os quadros de artrite.

A transmissão horizontal pode ocorrer por contato entre as aves, aerossol, equipamentos, fômites e trânsito de pessoas, pois o vírus é excretado pelo sistema respiratório e digestivo e o mesmo permanece nas tonsilas cecais e articulações por vários dias. Já a transmissão vertical, ocorre em 1 a 2% da progênie de matrizes infectadas.

O Reovirus é um fator imunodepressor e pode execerbar quadros clinicos de infecções intercorrentes, principalmente em casos de Doença de Gumboro e Anemia Infecciosa das Galinhas, que podem interferir na resposta vacinal e consequente proteção destas aves.

Muito resistente ao meio ambiente, por se tratar de um virus não envelopado, a biosseguridade é primordial para o sucesso do programa de prevenção, com intensificação da desinfecção e vazio sanitário.

 A vacinação também é uma ferramenta importante no controle da enfermidade. Nas matrizes, além de aumentar os títulos de anticorpos maternos que são passados a progênie, protege os animais contra a tendosinovite. Já em frangos de corte previne os problemas de patas, ruptura de tendões e a desuniformidade associadas às infecções pelo Reovirus.

Atualmente temos diferentes cepas de Reovirus utilizadas na produção de vacinas vivas e inativadas. As vacinas vivas são mais associadas com os problemas de tendosinovite e recomenda-se o uso de cepas altamente atenuadas, como é o caso da s1133, pois cepas mais agressivas podem persistir nos tendões e causar dano tissular.

Já as vacinas inativadas, protegem além dos quadros de tendosinovites, contra a síndrome da má absorção e também problemas ósseos, como a necrose da cabeça do fêmur.

No caso das reprodutoras, recomenda-se programa de vacinação com vacina viva e inativada, pois promove uma imunidade de longa duração e níveis

Artigo escrito pela Dra. Eva Hunka é Medica Veterinária e Mestre em Medicina Veterinária Preventiva.

Colaboração: Departamento Técnico da FCB

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Campeonato 2021 de Adultos e Filhotes- Clube Sergipano de Columbofilia

O Clube Sergipano de Columbofilia através de sua Diretoria disponibiliza a todos as inscrições dos concorrentes para a realização do Campeonato de Adultos e Filhotes para o ano de 2021.

1- Jubão 

2- Lobão 

3- Elias

4- Sergio Fraga 

5- Denis 

6- Rodrigo F.C

7- Gonzaga 

8- Jeferson cabelinho 

9- Daniel Ex-europa

10-Fábio Franco

11-Márcio Coqueiral 

12-Sidney Santos Dumont 

13-Anderson

14-Cacau

15-José GUAJARÁ

16-Jose Damião e Flávia

17-Cleverton

18-Venâncio

19-Overlan

20-Marcio Xavier

21- Alisson Gen. Maynard

22-Beto Nilha

23-Tony Belchior

24-Diego Lisboa

25-Marcelo

26- Pastor Gefferson e Rildão

Campeonato de

     *Filhotes* 

1-Sidney Ribeiro

2-Fabio Franco

3-Paulo Japãozinho

4-Rodrigo F.C

5-Anderson 

6-Bruno Bala

7-Tamar

8-Andre da Barra

9-Aragão

10-Elias

11-Chico Andrade

12- júnior A.Franco

13-Joalisson

14-Daniel Moisés

15-Adriano chuil

16-Lobao

17-Michel lol Bugio

18-Overlan

19-Jeferson Teleco

20-SABÁ

Previsão de premiações:

30  equipes de Adultos,

e 25 equipes de  Filhotes, premiação de 10.750,00

sendo:

Filhotes R$1.500,00

Adultos

Velocidade R$1.500,00

Meio Fundo

1.500,00

Fundo R$1.500,00

Campeão GERAL R$1.500,00

As divisões serão:

1° lugar de cada categoria

R$800,00

2° lugar de cada categoria

R$400,00

3° lugar de cada categoria

R$300,00

Campeonatos de Adultos e Filhotes, categorias juntas, valor de premiações:

R$1.500,00 x 5 =

 R$7.500,00 as categorias juntas

Pombos Ás de cada categoria:

Anilha de Ouro 

R$300,00

Anilha de Prata

R$200,00

Anilha de Bronze

R$150,00

Totalizando:

R$650,00

Por categoria dos Pombos Ases

Soma GERAL categoria dos Pombos Ases

650,00 x 5 = R$3.250,00

Total geral de PREMIAÇÕES

R$10.750,00

Troféus para os

3 primeiros lugares de cada categoria,

Campeão geral

Troféus do 1° ao 10° lugares

Troféu: 

OURO

PRATA

BRONZE

Para os Pombos Ás de cada categoria

Medalhas: 

Ouro

Prata 

Bronze 

Para os 3 primeiros  pombos de cada prova,

E medalhas de Campeão de cada prova.

A Federação Columbófila Brasileira parabeniza a Diretoria pela excelente organização e deseja êxitos a todos. 

Assessoria de Comunicação 

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Nota de solidariedade aos amigos da Associação do Distrito de Braga – Portugal

A Federação Columbófila Brasileira lamenta profundamente pelo ocorrido e se solidariza com os amigos da Associação do Distrito de Braga membro da Federação Portuguesa de Columbofilia pelo lamentável acidente ocorrido no dia de hoje 28/03/2021.

O caminhão transportava 7.000 atletas de vários sócios.

Pedimos a Deus que conforte a todos e dê forças para que possam seguir em frente.

Assessoria de Comunicação

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Artigo: O uso de probióticos em Pombos-correio

A relação bactéria-hospedeiro

Através da evolução, as bactérias e os animais de sangue quente tornaram-se intimamente associados para formar um sistema fechado para benefício mútuo.  

Por meio de tentativa e erro, ao longo de milênios, as populações de bactérias nativas de seu hospedeiro animal evoluíram.  

O animal hospedeiro recebe os benefícios de auxílio no processo digestivo, fabricação de nutrientes essenciais, proteção contra outras bactérias indesejáveis, auxílio no controle da água no organismo e outras vantagens metabólicas. 

As bactérias, em contrapartida, recebem temperaturas favoráveis ​​para seu crescimento, um fornecimento constante de nutrientes e substâncias essenciais na forma de secreções corporais.

Devido à natureza exata dessa relação, existem populações bacterianas que são as mais favoráveis ​​ao animal hospedeiro.

Alterar cada membro desse relacionamento mutuamente benéfico é profundamente influenciado pelo outro. 

Quando certas mudanças ocorrem no hospedeiro, as mudanças correspondentes são refletidas nas populações bacterianas do intestino. 

As alterações bacterianas podem ocorrer como resultado de estresse, mudanças na dieta, antibioticoterapia e outros fatores.  Em vez disso, conforme a população bacteriana residente muda, ocorrem mudanças subsequentes na atividade do animal.  Isso inclui alterações na capacidade do hospedeiro de digerir seus alimentos e de se proteger de doenças intestinais.  

O animal hospedeiro então tem o problema de retornar a um relacionamento ideal com sua população residente normal de bactérias. 

Esperançosamente, você pode alcançar esse relacionamento antes que os desafios posteriores alterem o estado ideal novamente.

Onde os animais não estão estressados, têm uma dieta adequada, não estão superlotados, não recebem medicamentos, não contraem infecções ou doenças metabólicas e vivem em um ambiente limpo, um nível ideal de população bacteriana intestinal pode ser mantido razoavelmente estável.  Na verdade, nenhuma diferença é geralmente relatada em vários ensaios, sob essas condições ideais.

Desequilíbrio

As condições descritas acima, entretanto, não são adequadas ao ambiente em que nossos pombos correm.  

Mesmo nos melhores pombais, sob os melhores administradores, os pássaros estão sujeitos a vários tipos de estresse. 

Isso significa que a interrupção do equilíbrio normal das bactérias intestinais pode ser um evento comum.  Se um estado ideal for mantido, haverá uma ótima utilização de nutrientes e resistência a organismos prejudiciais. Isso foi demonstrado em vários experimentos.

O que é um probiótico?

Os organismos normalmente encontrados no intestino de animais saudáveis ​​e sem estresse são chamados de probióticos.  

O conceito probiótico envolve a realimentação ou reintrodução dessas bactérias em um animal. 

Muitos estudos em muitos países mostraram que, embora essas bactérias possam controlar e excluir outras bactérias nocivas, elas são, na verdade, as mais suscetíveis de serem afetadas pelo estresse.  

A maioria dos produtos probióticos consiste em culturas vivas naturais de cepas específicas de Lactobacilos e estreptococos entéricos (Enterococcus).

Restaurando o equilíbrio

Uma vez que foi estabelecido que alimentar animais com certas bactérias vivas tem o potencial de produzir efeitos benéficos em certas circunstâncias;  isto é, quando o equilíbrio bacteriano normal foi interrompido, a entrega real desses organismos do laboratório para o animal tornou-se o próximo obstáculo.  

As empresas farmacêuticas já o superaram.  A grande empresa farmacêutica japonesa, Yakult, fabrica um probiótico humano (Lactobacillus casei) como bebida à base de leite em Victoria, Austrália.  

Isso é distribuído em todos os estados do leste da Austrália.  

Os australianos consomem um milhão de garrafas todas as semanas.

Quatorze milhões são consumidos no Japão todos os dias! 

Curiosamente, em pessoas, estudos mostraram que pessoas que bebem Yakult e são expostas a doenças como a salmonela têm muito menos probabilidade de adoecer.  

O uso de probióticos em pessoas também demonstrou diminuir a chance de câncer de intestino.  Uma vez que, muitas das bactérias nocivas produzem toxinas que são cancerígenas (podem induzir o câncer), sua exclusão pode reduzir o risco dessa doença.

Para aves, existem preparações de gel probióticos para dosagem individual e pós solúveis em água para tratar o rebanho.  Estes fornecem bactérias vivas benéficas selecionadas com excelente estabilidade quando protegidas de calor e umidade extremos. 

Devido à estreita relação entre o animal hospedeiro e sua população bacteriana, é importante que os organismos corretos sejam fornecidos na preparação probiótica para qualquer espécie. 

Suplementos probióticos devem ser preparados com uma espécie particular em mente e os mais tipos de bactérias normais pode ser fornecido, o melhor.  

Para uso em pombos, portanto, são usados ​​suplementos de probióticos aviários de múltiplas cepas.

Modo de ação

Como eles funcionam?
• Inibição competitiva.  Bactérias benéficas são conhecidas por produzirem ácido lático, peróxido de hidrogênio, antibióticos e outras substâncias que ajudam a manter os patógenos potenciais sob controle. 

Como muitos amadores sabem, os invasores potenciais mais prováveis ​​são E. coli e Candida (levedura ou ‘candidíase’) e também, em pássaros extravagantes, Salmonella. 

Esses organismos são oportunistas e esperam causar doenças sempre que os pombos ficam estressados.  

O estresse interrompe as bactérias intestinais normais e dá a esses organismos a chance de invadir.  O 

pH do intestino saudável é ligeiramente ácido.  Com a infecção por E. coli, torna-se alcalino.  

Qualquer coisa que acidifique o intestino criará um ambiente hostil para a E. coli, dificultando a sobrevivência dos organismos.

É por isso que se acredita que adicionar níveis controlados de vários ácidos à água potável pode ter um efeito benéfico sobre essas infecções, e também porque a prática mais antiga de adicionar vinagre de maçã (ácido acético) à água pode ajudar.  O ácido láctico produzido pelos probióticos produz o mesmo resultado.  

Além de acidificar fracamente o intestino, os probióticos ajudam muito mais a ave, pois produzem camadas protetoras de limo que revestem o revestimento do intestino e também ocupam preferencialmente locais receptores na parede intestinal, no processo excluindo bactérias como a E. coli.

Portanto, eles oferecem uma forma natural eficaz de combater o problema sem a necessidade de antibióticos.  

Além disso, não há risco associado ao seu uso, pois pode haver com ácidos. 

Ao tratar pássaros, estamos simplesmente inundando o intestino com bactérias benéficas que, por meio de sua atividade normal, restauram a saúde.

• Estimulação do apetite.  Os probióticos parecem ter um forte efeito estimulador do apetite. 
Eles são conhecidos por produzir enzimas digestivas e vitaminas B. 

Esses efeitos ajudam a ave a obter o máximo de nutrição de seus grãos. 

Um estudo publicado recentemente nos Estados Unidos mostrou que pintos de periquito criados à mão desmamados com 6 semanas de idade, suplementados em dias alternados com probióticos, eram 14% mais pesados ​​ao desmame do que galinhas que não receberam probióticos.

• Estimulação imunológica.  
Trabalhos recentes de cientistas de todo o mundo indicam que os probióticos aumentam a imunidade geral.

Uso de probióticos
Quando os columbófilos podem usar os probióticos a seu favor?

• Depois de qualquer estresse.  
É bem sabido que o estresse induz uma perturbação das bactérias intestinais normais e que as bactérias benéficas são as primeiras a se perderem com o estresse.  

Uma vez que o estresse remove essas bactérias benéficas de seu ambiente normal, muitas outras são perdidas do trato digestivo e substituídas por um crescimento excessivo de bactérias não benéficas. 

Isso pode resultar em diarréia, perda de desempenho, diminuição do apetite e, no loft, crescimento atrofiado e ganho de peso limitado nos jovens.  

Os probióticos restauram o equilíbrio entre as bactérias benéficas e não benéficas.  

É melhor administrá-los o mais rápido possível após o estresse ou pouco antes do momento de estresse. 

Fazendo isso, doenças ou problemas de desempenho podem ser evitados.

• No loft de valores.  
Use probióticos regularmente no celeiro de gado como parte do manejo de rotina, especialmente durante a época de reprodução.  

Use duas a três vezes por semana quando as aves crias estão alimentando os filhotes.  Isso ajuda as aves a resistir a E. coli (frequentemente associada a ninhos úmidos) e garante que as aves obtenham o máximo de nutrição possível de suas sementes em um momento que muitas vezes exige muito delas.  

O uso de probióticos ajudará os pais a produzir descendentes vigorosos e robustos.

• No loft de corrida.  Probióticos podem ser usados ​​no loft para tratar e prevenir infecções por E. coli e Candida (levedura). 

O estresse desorganiza as bactérias intestinais, dando à E. coli e ao fermento a chance de causar doenças.  

Em lofts onde estes são um problema, probióticos podem ser usados ​​sempre que E. coli ou levedura são observados ao microscópio, quando as fezes ficam verdes ou verdes e aquosas, ou quando há condições climáticas que favorecem E. coli, especialmente quando o tempo é frio e úmido ou úmido.

Nesses lofts, é uma boa ideia administrar probióticos rotineiramente como parte do programa de gerenciamento de doenças do loft, com o foco aqui na prevenção da doença, em vez de esperar que ela apareça.  

Quando surtos de E. coli e leveduras são um problema, nosso desafio é identificar o estresse que causou o surto e ao mesmo tempo ajudar as aves a eliminar E. coli e leveduras por meio do uso de probióticos.  

Sem estresse contínuo, as fezes parecerão normais 24 horas após o início do uso de probióticos.  

Dito isso, os probióticos não são uma panacéia.

A falta de resposta aos probióticos pode ser esperada em uma das duas situações:

1. Quando o estresse continua.  
É importante identificar e, se possível, eliminar quaisquer estresses predisponentes para garantir uma boa resposta ao tratamento.  

A analogia de tentar secar o chão sem fechar a torneira.  

O estresse pode vir de um problema com o ambiente ou gerenciamento do loft, ou pode estar associado a uma das doenças mais sérias, como cancro, infecção respiratória, coccídia ou vermes.  

Com a identificação e correção do estresse subjacente, pode-se esperar uma boa resposta aos probióticos.

2. E. coli grave ou outras infecções bacterianas.  

As infecções graves passam do ponto em que podem ser tratadas com sucesso com probióticos e o uso de medicamentos como antibióticos à base de enxofre torna-se necessário.  

Se administrados, eles devem ser administrados por 4-5 dias apenas e é melhor, se usado durante a temporada de corridas, no início da semana para que as aves tenham alguns dias entre o uso e o encestamento.  

No entanto, o tratamento com probióticos muitas vezes pode evitar que a infecção progrida a ponto de ser necessário o uso desses antibióticos.

• Pós-carreira. 
O próprio estresse da corrida causa perturbações na população intestinal normal.  

Os entusiastas notarão que geralmente leva de 24 a 48 horas para que os excrementos das aves que correram voltem ao normal.  

Descobrimos que, se eles voltassem para casa com os probióticos, na manhã seguinte os excrementos teriam muito mais probabilidade de se formar normalmente e ficar marrons, e o pássaro continuará com uma queda de penas.

• Pós-desmame.  
No momento, não queremos usar drogas. Queremos desenvolver uma forte imunidade natural.  

Os probióticos estimulam especificamente isso.

• Após o uso de antibióticos. Especialmente durante as corridas, o uso de probióticos após os antibióticos acelera a restauração da população intestinal normal.

• Muda.  
Manter um intestino saudável durante a muda ajuda a entrega contínua de nutrientes para a pena em desenvolvimento no folículo da pena e diminui a chance de marcas de traste, etc.

• No pombal. 
Os probióticos podem ajudar as aves a resistir à Salmonella.  Embora todos os pombos sejam suscetíveis à Salmonella, a doença clínica é vista com mais freqüência em raças elegantes do que em aves de corrida.  

Algumas raças são particularmente suscetíveis;  por exemplo, Modenas, Show Homers e raças que voam alto, especialmente Doneks. 

Como um surto é gerenciado depende da gravidade do problema. 

Foi demonstrado que os probióticos regulares ajudam as aves a resistir a doenças.

No mercado podemos encontrar diferentes marcas de probióticos como o “Promocalier”
“Probac” é um probiótico aviário de múltiplas cepas feito especificamente para pássaros.  

É a preparação probiótica que recomendamos.

Pode ser adicionado à água potável na proporção de uma colher de chá (3 g) por 4 litros de água potável, ou adicionado aos grãos (após umedecer primeiro com um óleo de semente, ½ a 1 ml por kg) à taxa de po colher de chá (1 g) a 1kg. uma garrafa de “Probac”

Nota sobre o uso de probióticos

Em algumas áreas metropolitanas, adicionar flúor ou cloro à água potável pode interferir na ação dos probióticos.  

Nas áreas metropolitanas, as estações de tratamento estão localizadas ao longo da rede de distribuição de água.  De acordo com as autoridades australianas, a concentração de flúor e cloro na maior parte da rede é muito baixa para ter efeito.  

No entanto, a concentração na água dos columbófilos perto de uma estação de tratamento pode ser alta o suficiente para matar os probióticos.

No entanto, essas substâncias irão evaporar da água tratada se for deixada em repouso por 24 horas.  Hobbyists em dúvida, é melhor deixar a água de lado para ser medicado com probióticos por 24 horas antes do uso. 

Basta colocar o volume de água necessário em vários baldes à espera de uso.

Alternativamente, a maioria das preparações probióticas solúveis em água podem ser adicionadas à semente. 

Na verdade, com algumas preparações, isso garante uma entrega mais imediata e eficaz dos probióticos ao trato digestivo.

O uso de probióticos está realmente na vanguarda da prática veterinária aviária. 

A tecnologia moderna envolvida na preparação de probióticos protege os probióticos contra ácidos estomacais, sais biliares e enzimas digestivas, razão pela qual um grande número de organismos vivos atinge o intestino após a ingestão para exercer seus vários efeitos benéficos.  

Curiosamente, as preparações de probióticos humanos estão sendo desenvolvidas para atacar infecções bacterianas específicas. 

Em humanos, uma bactéria, Bacillus cereus, causa gastroenterite.  

Essa infecção não é fatal, mas é responsável por muitos dias de trabalho perdidos anualmente na população.

Em vez de prescrever antibióticos, os pacientes recebem um “iogurte” probiótico específico que controla a infecção.  

De acordo com as empresas envolvidas, com essa tecnologia já implantada, organismos mais difíceis, como a E. coli, que têm grande número de cepas e sofrem mutações com mais facilidade, serão combatidos.  

Uma vez disponíveis, essas preparações serão benéficas e úteis para os criadores, pois significam que essas infecções podem ser tratadas sem o recurso a antibióticos redutores de forma.

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Artigo: Precauções de troca dos ninhos (Para o desenvolvimento do Ovo)

É possível constatar em diversas ocasiões como alguns criadores, por motivos diversos, trocavam os ovos de um casal para outro.  É muito fácil fazer isso, mas devemos ter em mente que os dois pares estão em um ponto semelhante na incubação.  

Recomenda-se fazer a mudança sem incidentes, desde que nos movemos em intervalos de menos de 3 dias entre uma postura e outra.  

Se os filhotes nascerem prematuramente, os pais adotivos não terão leite de colheita suficiente, e os jovens verão seu desenvolvimento diminuído, até mesmo morrendo.  

Se eclodirem tarde demais, os pais adotivos podem abandonar os ovos, ou podem já ter passado pelo pico da produção de leite.

Para sincronizar os ritmos, muitos amadores removem os ovos dos pais originais e não os passam para os pais adotivos até que tenham posto os seus.  

Há muitas maneiras de fazer isso com sucesso, mas o que estamos prestes a relatar. Há alguns anos, alguns criadores relatam ter feito muitas mudanças de ovos, enquanto fazia a rotação das fêmeas para os machos reprodutores. Para isso ele tinha um grupo de “mães de leite”.  Tentou sincronizar o período de incubação do casal original com o da dupla adotiva, mas frequentemente não conseguia.  Isso resultou, na maioria dos casos, que os ovos foram retidos fora do ninho, esperando que uma das duplas pusesse os seus.

Os ovos podem ser facilmente mantidos viáveis ​​por 3 a 5 dias em temperatura ambiente antes do início da incubação, para serem colocados sob os pais adotivos no momento apropriado.  Quando mantidos neste estado suspenso, os ovos devem ser virados pelo menos duas a três vezes ao dia. 

Tem-se visto ovos férteis depois de ficar fora do ninho por até 10 dias, mas a taxa de sucesso diminui 3-5 dias após a remoção.  

Quando guardamos esses ovos na gaveta hidratante de uma geladeira, podemos aumentar substancialmente o tempo de espera.

Alguns criadores afirmam que as chances de sucesso aumentam se os ovos a serem mantidos à espera forem retirados do ninho após alguns dias de incubação.  Em casos de experimentos, obtiveram resultados muito ruins usando este método.  

O embrião em desenvolvimento é muito frágil neste momento, e uma simples vibração pode acabar com sua vida.  E, pela experiência, também é mais sensível ao frio.  Os ovos que não eclodiram tendem a se dar melhor quando mantidos fora do ninho.

O fato é não se afastar muito do que a Mãe Natureza faz.  

A “realidade” da natureza pode se ajustar para acomodar nossa manipulação das coisas.  

Lembre-se de que quanto mais o alongamos, ou quanto mais o manipulamos, menor a taxa de sucesso que podemos esperar.

Fonte: Pesquisas realizadas com criadores de pombos

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Curiosidades sobre às mais diversas cores dominantes do Pombo-Correio

HOMEM – FÊMEAS – HOMENS – Filhas – HOMENS

Vermelho dominante Vermelho dominante 100% Vermelho dominante 100% Vermelho dominante
Vermelho dominante Azul 100% Vermelho dominante
Azul 100% vermelho dominante transportadora
Azul Vermelho Dominante 100% Vermelho Dominante
Portador Azul 50% Vermelho Dominante
50% azul
Vermelho dominante
Transportadora Azul Azul 50% Vermelho Dominante
Portador de azul
50% azul 100% azul
Azul Azul 100% Azul 100% Marrom
Azul Marrom 100% Azul
Brown Carrier 100% Blue
Castanho Azul 100% Azul
Brown Carrier 100% Blue
Azul
Carrier Brown Brown 50% Blue
Portador de Marron
50% marrom 50% azul
50% marrom
Azul
Carrier Brown Blue 50% Blue
Portador de Marron
50% azul 50% azul
50% marrom
Vermelho dominante marrom 100% vermelho dominante
Portador de marrom 100% vermelho dominante
Vermelho dominante marrom 100% vermelho dominante
Brown Carrier 100% Brown
Vermelho dominante
Carrier Brown Brown 50% Red Dominante
Portador de Marron
50% marrom 50% vermelho dominante
50% marrom
Vermelho dominante
Transportadora Marrom Vermelho Dominante 50% Vermelho Dominante
Portador de Marron
50% Vermelho dominante 50% Vermelho dominante
50% marrom
Castanho Castanho 100% Castanho 100% Castanho
Vermelho dominante
Transportadora Azul Azul 50% Vermelho Dominante
Portador de azul
50% Azul 50% Vermelho Dominante
50% azul
Vermelho dominante
Carrier Blue Brown 50% Red Dominante
Portador de Marron
50% Azul 50% Vermelho Dominante
50% azul
Azul
Transportadora Marrom Vermelho Dominante 50% Vermelho Dominante
Portador de azul
50% da transportadora vermelha marrom dominante

Fonte: Pablo Farias

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A garganta do Pombo

Na garganta do pombo-correio encontramos um dos indicadores do estado de forma do mesmo menos conhecido pela maioria dos columbófilos e ainda um dos fatores essenciais de sua anatomia, objeto de estudo.

Localizada na parte interna superior da garganta do pombo existe uma cortina carnuda. Este tipo de membrana é um indicador eficaz da força respiratória do pombo e onde o esforço extremo pode deixar marcas que indicam ao criador que o pássaro sofreu um estresse esportivo agudo.

Se levarmos em conta que aqui, pela garganta, entra todo o oxigênio de que o pássaro necessita para a competição, no caminho para os pulmões e, finalmente, para o fluxo sanguíneo, não é de se estranhar que criadores de renome tenham estudado esta parte essencial do jogo durante anos. a anatomia dos pombos e sua importância no correto trânsito respiratório durante as atividades esportivas.

Como é do conhecimento de todos, os pombos são aves capazes de viajar longas distâncias a uma velocidade considerável, sem descanso e sem atingir um estado de extrema deficiência de oxigênio graças a um sistema respiratório aeróbio único entre as aves. Isto é: coordenação do ritmo respiratório com a frequência da vibração, para cada vibração há uma respiração. 

O pombo que balança 8 a 10 vezes por segundo fará o mesmo número de respirações também por segundo, ao contrário de outras aves que a cada 3 ou 4 flaps respiram apenas uma vez.

Se lembrarmos que um pombo pode bater 35.000 vezes em uma única hora, a frequência respiratória e a ingestão de oxigênio devem ser feitas em alta velocidade e em perfeita coordenação de todos os órgãos envolvidos: trato respiratório, bolsas aéreas, pulmão e sistema circulatório.

É por isso que é tão importante que o pombo possa respirar corretamente se esperamos obter os melhores resultados. Um pombo com deficiência respiratória não será capaz de fornecer a seu corpo oxigênio suficiente para vencer. E é neste ponto que se compreende a importância de observar e interpretar o estado da garganta do pássaro.

A partir da observação contínua ao longo do tempo, obteremos dados concretos sobre o estado da ave, possíveis estados de estresse ou outros problemas. A cor da garganta deve ser perfeita e não irritada para que o ar passe facilmente para a laringe. Das cortinas mencionadas acima, é mais importante que elas não estejam enrugadas ou muito afastadas umas das outras do que um pouco separadas ou abaixadas. Eles devem estar dispostos em linha reta e ter proporções semelhantes.

Durante a época de acasalamento ou a muda ou qualquer outra causa de perturbação ou estresse é desaconselhável observar a garganta porque durante esses períodos ela será afetada pela referida excitação ou em filhotes muito jovens, com menos de seis meses de idade. Para realizar esta observação, a ave deve estar previamente em repouso e relaxamento máximos. Três são os pontos que tentaremos avaliar:

A separação e queda reta entre as cortinas da garganta. A divisão deve ser semelhante à de um cabelo, uma divisão maior indicará qualidade inferior.

A cor; deve ser rosa, será considerada a cor ideal.

Possíveis marcas na cortina. Ligeiras linhas horizontais denotam tensão.

A interpretação confiável do status do pombo através de sua garganta requer paciência, habilidade e observação por parte do criador, que terá outro elemento a levar em conta ao avaliar a qualidade de um determinado pombo.

Fonte: Saúde e Veterinária

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Os erros de quem não são e não serão campeões

Muitos campeões compartilham as mesmas ideias e criadores que nunca serão campeões também são únicos. 

A razão pela qual eles nunca serão campeões não é o fato de que cometem erros (todos nós cometemos), apenas o fato de que eles não estão cientes disso e continuam cometendo erros.

Nunca é demais enfatizar que é um grande erro dar muito valor a nomes, raças e pedigree. Já causou muitas decepções.

Aqueles que não são campeões fazem as coisas na hora errada, Eles se refugiam nos remédios cedo ou tarde demais. Quando os pombos competem mal, eles acreditam que os remédios podem ajudar, mas não estar em boa forma não significa estar doente.

A medicação contra doenças que não existem resultará em pombos mais fracos, por outro lado, já é tarde para agir quando os pombos estão a ponto de morrer. Quem não é campeão não tem confiança em si mesmo.

Eles mudam seus métodos continuamente. Existem vários sistemas bons e vários sistemas ruins. O pior está mudando continuamente.

Especialmente nas competições de pombos, é importante ter um bom relacionamento com os pombos. Quando um criador malsucedido entra em seu pombal, seus pombos vão querer ir embora porque não confiam nele.

Quando um campeão está entre seus pombos, eles se sentem relaxados e calmos, mas ele ainda os mantém sob controle. Ele é o general, os pombos são seus soldados e os bons soldados são disciplinados. Campeões brincam com seus pombos enquanto pombos não campeões brincam com eles.

Aqueles que não são campeões querem encontrar o melhor material para curar seus pombos de doenças. 

Os campeões tentam evitar que seus pombos adoeçam. Eles prestam atenção especial ao meio ambiente, os bebedores dos campeões têm água pura na maior parte do tempo, a água dos bebedores dos não campeões costuma ser colorida. 

Os não campeões são muito gentis e atenciosos com os pombos que não são saudáveis. Os campeões se livram disso; eles têm mãos de ferro e luvas de seda.

Aqueles que não são campeões passam por uma lavagem cerebral pela imprensa e propaganda dos destruidores de ilusões, os campeões são mais realistas.

Nos pombais de criadores de não campeões você encontrará criadores com poucos anos e nunca produziram bons filhotes. Eu me pergunto o que esses pombos estão fazendo lá?

Os pombos-correio modernos estão ficando menores. Alguns pensam que pombos maiores são pombos mais fortes. Eles estão errados. Frequentemente, esses pombinhos são os que conseguem suportar as condições climáticas mais adversas e as distâncias mais longas.

Por: M. Gonzales – Columbófilo