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Brasil: Columbófilos unidos contra o Vírus da Newcastle

Devido aos casos e suspeitas do vírus da Newcastle em nossos pombos em todo o território brasileiro, foi elaborado exames minuciosos junto à Universidade Federal de Belo Horizonte/MG, no setor de doenças da aves através do Médico Veterinário Dr. Nelson Rodrigo da Silva Martins, CRMV-MG 4809, professor titular.

A excelente notícia é que dos dois  testes feitos, deram NEGATIVOS Newcastle, todavia, não ficou descartado a possibilidade de ser paramixovirus do pombo, doença exclusiva dos pombos.

Os testes continuam sendo feito, porém, a recomendação, segundo Silva, é a de que continuemos utilizando, por enquanto, a vacina New-Vacin HB1.

“O risco potencial de transmissão em algumas regiões do Brasil, deveriam ser adotadas medidas de biosseguridade, como a restrição à entrada no criatório de aves de perfil sanitário desconhecido, bem como de outras espécies animai e seres humanos. Torna-se também importante a não ocorrência de torneios em regiões com suspeita de doença”, enfatizou Martins em seu laudo.

Segundo o presidente da Federação Columbofila Brasileira, Sr. David Gonçalves, “é de fundamental importância que todos os columbófilos sigam à risca as recomendações do Dr. Martins, ainda recomenda a todos os criadores de pombo-correios a mantenha de seus criadores sempre  limpos ehigienizados. Além disso, é indispensável que sigam o calendário de vacinação fornecido pela Federação para o combate de proliferação de doenças em nossos atletas”, finaliza.

Os testes foram encomendados pelo Sr. Renato de Oliveira Gonçalves, um dos organizadores do Columbródomo Haras Divinópolis 2020, cujo evento é apoiado pela Federação Columbofila Brasileira – FCB.

Confira os laudos:

Laudo 1

Laudo 2

 

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Adenovírus

Faz uns 10-12 anos chegavam-nos noticias muito isoladas de problemas sanitários na Europa (sobre tudo nos países baixos: Bélgica e Holanda) com elevadas mortandades sobre tudo em animais jovens.

No ano de 1998 graças a iniciativa do Clube Columbófilo Leonés, organizaram-se umas jornadas columbófilas em que participou o famoso Jac Van der Weggen e o Dr. Henk de Werd (prestigiado veterinário holandês e filho de uma celebridade como é Piet de Werd).

Centrando-nos no tema sanitário, junto com outro companheiro, fui escolhido para ir buscar os oradores ao aeroporto de Barajas(Madrid). Durante a viagem e como introdução ao tema do dia seguinte, recolho alguns dados que no dia seguinte se irão expor de uma forma mais colectiva.

Nos expôs o Dr. De Werd que esta doença era provocada principalmente por um vírus da família Adenoviridae.

Soube-se com o isolamento do vírus na Universidade de Gant (Bélgica), que numa primeira fase este vírus, ao qual se denominou Adeno-Coli Tipo1, afectava quase exclusivamente borrachos e que no seu país sobretudo aparecia nos pombais que concursavam com borrachos de forma mais exigente.

Numa primeira fase esta doença era totalmente desconhecida, pelo que os profissionais sanitários, perante as solicitações dos columbófilos, viam-se IMPOTENTES e desolados pelos estragos que a doença fazia nas colónias.

Nestes primeiros casos, observava-se uma intensa diarreia, um grande aumento do consumo de agua,alguns indivíduos apresentavam uma acumulação de liquido no papo que saia ao agarra-los e uma percentagem de 15-35% acabavam com morte súbita num curto período de tempo, 1-3 dias.

Além do isolamento do vírus se observou, de forma quase constante, que nos animais doentes se isolava igualmente e de uma forma mais fácil E.coli patogénico e é por isso que existem muitos que denominam a doença como ADENO_COLI.

O Dr. De Werd que segundo o seu ponto de vista era uma doença multifactorial e que além de estes dois agentes ele considerava que uma vez instalada a doença, outras doenças secundárias, como a micoplasmose, estreptococos, estafilococos e incluso o herpes vírus que estavam latentes nos pombos poderiam surgir.

Pensou-se que esta doença podia ter surgido, como consequência do uso frequente nos países baixos de corticoides para atrasar ou paralisar a muda nos borrachos por causa dos concursos. O uso destas substâncias tem como um dos muitos efeitos secundários a inibição do Sistema Imunitário, o que junto a pouca idade dos animais que padeciam (portanto sistema imunitário pouco desenvolvido), implicava que eram os CANDIDATOS IDEAIS para a doença.

Com o decurso da doença apreciou-se que era difícil atenuar os efeitos que a mesma causava, mas ao fim de um período a volta de 40-60 dias os efeitos atenuavam no entanto depois de ter causado baixas por perdas e mortes dos animais jovens.

Mas tarde, 1-2 anos depois, apreciou-se que os mesmos sintomas apresentavam-se nos animais adultos (já não era uma doença exclusiva dos borrachos) e de forma muito acentuada em fêmeas próximas de efectuar a postura.

Os sintomas eram idênticos aos dos borrachos, diarreias muito aquosas, isolamento de outras doenças secundárias, transtornos respiratórios e como novo sintoma,  dificuldade na postura e inclusive morte súbita no  ninho.

Isolou-se novamente outro vírus com ligeiras diferenças em relação ao primeiro e denominou-se Adeno-Coli Tipo 2. Neste caso aparecia importantes alterações no tecido do fígado e esta variante podia afectar tanto exemplares adultos como jovens.

Uns 2-3 anos depois deste encontro e apareceram os primeiros casos em Espanha, tendo em conta os sintomas que apresentavam, a sua cronologia e análise podia-se afirmar que a doença já estava presente (muito provavelmente como consequência a perda dos pombos portadores da doença).

Num primeiro momento pensou-se que podia ser uma variante da Paramixovirose com maior afectação digestiva, mas as análises clarificaram que se tratava de adenovírus (em algumas ocasiões os laboratórios diagnosticaram herpes vírus muito provavelmente por confusão) e numa alta percentagem dos casos também se isolava E.coli patogénico. Numa ou outra ocasião também se diagnosticaram micoplasmas.

Resumindo:

A adenovirose é uma doença originada por um vírus da família Adenoviridae.

Muitos autores denominam ADENO-COLI pela associação de ambos os agentes (Adenovírus e E.Coli) aos quais se pode juntar de forma secundária micoplasmas, estafilococos, estreptococos, herpes vírus, …

Existem 2 tipos:

Tipo 1 : afecta quase exclusivamente animais jovens.

Tipo 2 : afecta tanto adultos como jovens.

Os principais sintomas são:

Mal-estar geral.

Diarreia aquosa (consequência das lesões que provoca o vírus nas paredes intestinais), que origina um grande aumento no consumo de agua.

Acumulação de água no papo que ao agarrar os animais sai para o exterior, acompanhado de vómitos muito frequentes que facilitam a propagação da doença.

Imobilidade dos animais afectados, perda de apetite e em algumas ocasiões morte súbita em 1-3 dias.

No Tipo 2 e nas fêmeas em cria, dificuldades na postura e morte súbita inclusivamente no ninho.

Emagrecimento progressivo por causa da diarreia intensa e por falta de apetite.

Lesões no fígado e presença de outros agentes secundários (colibacilos, micoplasmas,…), principalmente no Tipo 2.

Prevenção:

Isolamento dos animais que se introduzem de outros pombais.

Isolamento de animais que apresentem sintomas da doença.

Desinfecções periódicas do pombal.

Tratamento:

Não existem vacinas eficazes a 100% lamentavelmente.

Realizar sobe orientação de sanitários, tratamentos para tratar possíveis doenças secundárias que surjam. O uso INDESCRIMINADO E SEM CRITÉRIO de medicamentos aumentam os danos.

Uso de electrólitos e vitaminas que melhoram a hidratação e estado geral assim com estimulam o sistema imunitário.

Comprovou-se que o emprego de ácidos na água poderá travar a expansão e disseminação do vírus (baixa o PH da agua) ex. ácido acético=vinagre, mas o abuso do mesmo em animais jovens tem efeitos prejudiciais.

Também é aconselhável o emprego de lactobacillus que faz uma acidificação similar, com menos efeitos secundários.

Outros autores dizem que o adequado emprego de chá de cortiça de salgueiro (pelo seu contido em acido acetil salicilico), assim como protectores hepáticos.

Emprego de desinfectantes no pombal, ex. Virkon.

Dieta variada e com alto teor em fibra para compensar ligeiramente a diarreia.

A recuperação total da doença, nos casos de forte afectação do fígado, é lenta mas em muitas ocasiões os pombos que a superam servem perfeitamente para seguir concursando e criando.

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Antibióticos

São substâncias medicinais seguras que têm capacidade para destruir o deter o crescimento de organismos infecciosos no corpo.

Os organismos podem ser bactérias, vírus, fungos, ou os minúsculos animais chamados protozoos.

Alguns antibióticos são produzidos por organismos vivos tais como bactérias, fungos e esporas.

Molécula de Penicilina fabricada por um fungo microscópico do género Penicillium (Penicillium notatum)

Outros são em todo o parte sintéticos, ou sejam produzidos artificialmente.

O seu descobrimento e o seu posterior desenvolvimento permitiram tratar efectivamente muitas doenças infecciosas, incluindo algumas que por vezes causavam a perda de vidas.

Antibiosis

Antibiosis é a relação geral entre um antibiótico e um organismo infeccioso,  um é afectado ou morto pelo outro. Quando o sistema imunitário de um pombo não pode controlar a antibiosis a seu favor, usam-se os antibióticos para desequilibrar a balança a favor da saúde.

Homeostasis

Homeostasis é o balanço do corpo entre a saúde e a doença. Isto na sua maior parte depende da relação do corpo com as bactérias com que convive. Por exemplo, as bactérias que podem estar presentes no intestino de forma controlada, quando o intestino sofre alterações, as mesmas são capazes de penetrar e podem ocasionar uma infecção. Normalmente as bactérias invasoras são destruídas pelas células do sangue chamadas fagócitos e por vezes por diversas acções do sistema imunitário. Quando existem demasiadas bactérias para ser controladas pelo sistema, o pombo infectado tem uma baixa resistência a infecção, inicia-se a doença e são necessários os antibióticos para ajudar a restaurarem a homeostasis.

A acção dos Antibióticos

Os antibióticos podem ser bacteriostaticos (bloqueiam o crescimento e multiplicação celular) ou bactericidas (produzem a morte das bactérias). Para desempenhar estas funções, os antibióticos devem estar em contacto com as bactérias.

Sabe-se que os antibióticos interagem com as células das bactérias, ocasionando uma alteração na sua capacidade de reproduzir-se, alimentar-se, mover-se ou crescer. A prova da acção de um antibiótico num laboratório mostra quanta quantidade de substancia é necessária para travar a reprodução ou matar as bactérias. Ainda que uma grande quantidade de um antibiótico levaria menos tempo para matar as bactérias que ocasionam uma doença, tal dose iria provocar que os pombos sofressem os efeitos secundários ocasionados pelos antibióticos. Portanto, os antibióticos administram-se numa serie de quantidades adequadas de forma a assegurar que as bactérias são mortas o reduzidas a um número suficiente para que o corpo as possa repelir.

Quando se toma uma quantidade insuficiente de antibiótico, as bactérias podem desenvolver métodos para protegerem-se a si próprias contra esse antibiótico. Pelo que da próxima vez que se utilize o antibiótico contra estas bactérias, não será eficaz, não só este mas também se aumentam as probalidades de originar resistências.

Em columbofilia e em parte devido a escassez de profissionais em muitas ocasiões a automedicação que os aficionados efectuam, é muito frequente o abuso o mal emprego destes fabulosos ajudantes.

O ideal, e com a existência de sintomas de doença, seria visitar um profissional sanitário que realizaria umas simples perguntas ao proprietário em relação aos sintomas que observa, com o que poderá situar as possíveis opções entre as possíveis.

Apesar destas perguntas se deseja assegurar-se deve realizar as respectivas analises para identificar de forma mais exacta de que doença se trata.

Uma vez identificado o problema decidir-se-á que tipo de antibiótico utilizar (dose e tempo de aplicação adequado). O ideal e no caso de resistências será realizar um antibiograma (semear o microrganismo em condições favoráveis e aplicar-se-ia no dito cultivo distintos antibióticos para ver qual o mais eficaz) e desta forma aplicar o mais adequado.

Muitos me dirás que se não há profissionais isto não é possível, qualquer veterinário (ainda que não seja especialista em aves e em concreto em pombos) poderá tirar amostras e remetê-las a um laboratório para identificar o problema, portanto isto não é desculpa valida, tem que se trabalhar e chegar a um acordo a nível de clube ou grupo de amigos com esses profissionais para que nos ajudem a cuidar dos nossos pombos.

Ninguém se lembra ir a uma oficina de carros (por exemplo) e pedir que lhe reparem uma avaria sem pagar, como qualquer negócio tem que se manter do que cobra, portanto se calhar não há profissionais porque não existem clientes dispostos a investir na saúde da sua colónia?.

Agora se ouvimos que fulano tem um produto milagroso não poupamos nem um cêntimo. Por favor senhores um pouco de seriedade!

O uso de antibióticos Indiscriminadamente origina o aumento de resistências (os antibióticos são ineficazes ou necessitam de doses muito maiores) assim como danos nos nossos pombos.

Muitos aficionados desconhecem que o abuso de antibióticos pode originar transtornos a nível do fígado, rim, intestino, debilitam o sistema imunitário (todos eles órgãos imprescindíveis para um bom rendimento desportivo), assim como podem originar tumores. Uma aplicação incorrecta dos antibióticos arruína a vida desportiva do melhor desportista e como os nossos pombos não falam…

Resumindo

Mais vale prevenir que curar (instalações adequadas, limpeza nas instalações, evitar sobrelotação, realizar quarentenas quando trazemos algum exemplar novo.

Os antibióticos são uma ferramenta que nos servem para combater doenças dos nossos atletas.

O emprego dos antibióticos deverá ser super visado e ordenado por profissionais sanitários que nos indicaram a forma de administra-los, a sua dose e durante quanto tempo.

Os antibióticos Mal Usados arruínam o melhor desportista.

O uso frequente e indiscriminado de antibióticos sem causa justificada, provoca que aumentem as resistências dos organismos responsáveis das doenças e portanto se dificulte gravemente a possibilidade de cura.

Fonte: Guillermo Barrallo Fernandez

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Vacinas

Calendário de Vacinações sugerido pela FCB

1-1)Considerando a nova realidade da columbofilia brasileira, diante do seu crescimento nos obriga a criar estratégias preventivas contra alguns possíveis problemas que dizima quantidade de pombais.

1-2)Considerando ser a Doença de New Castle uma enfermidade,  causada por um vírus resistente em meio externo e de fácil disseminação.

1-3)Considerando que a disseminação desta doença (New Castle)  se dá principalmente na temporada de soltas, onde são reunidos em caminhões transporte, pombos de diversos criatórios, e que pombos extraviados são acolhidos em pombais alheios.

1-4)Considerando que temos no mercado e a baixo custo, a Vacina para New Castle,” La Sota”, que tem se mostrado eficaz em todos os pombais que a aplicaram seguindo corretamente as recomendações do fabricante.

1-5)Considerando que esta vacina (New Castle) pode apresentar falhas por aplicação inadequada e que para diminuí-las, vacinações repetidas são necessárias.

1-6)Considerando que a vacina (New Castle) que é preventiva, e deve ser aplicada em pombos sadios, tem sido frequentemente confundida com tratamento e aplicada quando a doença está em período de incubação ou já instalada, o que pode agravar os sintomas; sendo motivo de resistência de muitos columbófilos à vacinação.

2-1)Considerando que a Bouba ou Varíola Aviária, provocada por um Poxvírus é endêmica em nosso país e que anualmente é disseminada pelo contato entre os pombos nos caminhões transporte, causando perdas inexplicáveis de pombos ,  mortes desnecessárias, chegando a invalidar todo um pombal para a competição quando se manifesta.

2-2)Considerando que temos no mercado e a baixo custo a Vacina contra Bouba Aviária Vírus Pombo, que tem se mostrado eficaz.

3-1)Considerando que a Salmonelose (Mal de Asa) é provocada pela Salmonela Typhimurium, uma bactéria disseminada por fezes, urina e secreções de pombos portadores sãos, além de ratos e outras aves, com surtos em períodos nos quais os pombos estão mais vulneráveis, principalmente na “Grande Muda”.

Resolve:

1-7)Recomendar a vacinação contra Doença de Newcastle, com vacina “La Sota” de todos os filhotes com três semanas de vida, com revacinação aos 40 e aos 60 dias de vida.

1-8)Recomendar a vacinação (e, ou) revacinação contra Doença de NewCastle de todas as colônias em 3 aplicações no período pré temporada, sendo a 1ª no final de março; a 2ª no final de abril e a 3ª no final de maio, com revacinação de toda a colônia a cada 3 meses.

2-3)Recomendar a vacinação de todas as colônias contra a Bouba Aviária com vacina Virus Pombo, anualmente no período pré temporada ou seja final de abril, ou princípio de maio.

3-2)Recomendar o tratamento de todas as colônias com o antibiótico Enrofloxacina a 10%, logo após o término da temporada de soltas, com o  objetivo de tentar diminuir a manifestação desta doença bacteriana.

FEDERAÇÃO COLUMBÓFILA BRASILEIRA
CALENDÁRIO SANITÁRIO
PERIODO DE VACINAÇÃO
VACINAS JAN. FEV. MAR. ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SET. OUT. NOV. DEZ.
NEW CASTLE ( LA SOTA) X X X X X X
BOUBA AVIÁRIA X
SALMONELA TYPHIMURIUM X X
RECOMENDAMOS UM TRATAMENTO PREVENTIVO CONTRA SALMONELOSE ANTES DE INICIARMOS A REPRODUÇÃO

 

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Doença do Pombo – Realidade ou Mito?

Doença do Pombo – Realidade ou Mito?

Fonte:  Revista Unimed

Preocupados com notícias distorcidas veiculadas pela imprensa e repetidas por autoridades mal informadas sobre doenças que seriam transmitidas por pombos ou seus dejetos; Conscientes de que essas informações pseudo-científicas prejudicam a toda uma espécie, pois aterrorizam a população e induzem a preconceitos;

Gostaríamos de esclarecer que:

O pombo não é portador de nenhuma doença exclusiva, não existindo a famosa “Doença de Pombo“.

A toxoplasmose não é transmitida diretamente ao homem pelo pombo, pois neste o parasita não desenvolve totalmente seu ciclo vital e reprodutivo, condição indispensável para se tornar infeccioso ao ser humano. A principal fonte de toxoplasmose é a ingestão de verduras mal lavadas e carne contaminada mal cozida.

Doenças transmitidas por fungos que se desenvolvem em dejetos, como a histoplasmose e a criptococose, são originárias também das fezes humanas, de outros animais, solo orgânico e até de frutas podres. Esses fungos necessitam de condições especiais para sobreviver, não resistindo ao sol e às altas temperaturas do nosso clima (o histoplasma morre aos 40° C e a criptococus aos 44° C), portanto asfalto, praças abertas, areias ensolaradas e parapeitos não são ambientes favoráveis aos fungos. A histoplasmose é também conhecida como Doença das Cavernas, pois é em ambientes fechados e com grande acúmulo de matéria orgânica que o fungo encontra condições ideais de crescimento.

A Ornitose, Psitacose ou Clamidiose atinge a muitas aves e mamíferos, inclusive o homem. No entanto, estudos indicam que não existe apenas um tipo de clamídia e que o ser humano é mais sensível ao grupo das clamídias transmitidas por psitacídeos (papagaios, periquitos, etc), sendo necessário, para que haja contaminação, um contato íntimo com a ave doente. Aves saudáveis não são transmissoras.

Pesquisas sobre a Salmonelose demonstram que o pombo não é um transmissor importante. A Salmonela é uma bactéria encontrada até num ovo de galinha e é praticamente sinônimo de comida estragada.

Quanto à Tuberculose Aviária, como o nome indica é diferente da tuberculose humana e da bovina, Comum a todas as aves, essa bactéria pode ser encontrada em muitos lugares: no solo, na serragem, em ostras, minhocas e até no leite fresco. Ratos e outros animais podem ser portadores eventuais. O sol destrói o bacilo em poucas horas, porém ele pode sobreviver muito tempo na água ou esgoto. Apesar do homem ter forte resistência ao bacilo, suas principais fontes de contágio são a carne mal cozida e leite mal fervido.

O famoso Piolho de Pombo não é o “piolho humano”. São ácaros encontrados também em outras aves silvestres, específicos das penas, das quais se alimentam, sendo que alguns também sugam o sangue dos pássaros. Mesmo que eventualmente passem para pessoas que toquem em aves infestadas, não sobrevivem mais do que algumas horas.

Geralmente, as vítimas reais de doenças de aves são criadores que possuem grande quantidade de pássaros em ambientes fechados, escuros, sem padrões de higiene e sem controle veterinário, mantendo contato freqüente com pássaros doentes. O contágio apenas por proximidade ou convivência com aves é difícil ou improvável.

BIBLIOGRAFIA
SCHANG L. Pombos Saudáveis. Ed. L. Schober, Hengesberg, W.D.
TUDOR, D. C. Pigeon Health andDisease. 1991, lowa State university Press, Ames, lowa.
PORCHER, F.H. US Dept. Health Hum Ser Salmonella Surveillance Rep. 1974-1980
GREGG. M. B. Psitacosis 1975-1981. Atlanta: Centres for Disease Control, 1983.
SCHWABE, C- Veterinary Medicine andHumanHeatíh. 1964, Ed. Williams & Wilkins, Baltimore.
ASSOCIAÇÃO PROTETORA DOS PÁSSAROS URBANOS – CLUBE DOS AMIGOS DOS POMBOS CGC: 28003366/0001-33

Pombos urbanos são animais que transmitem doenças. FAKE NEWS

Segundo Dr. Flávio de Queiroz Telles Filho, médico Infectologista, as populações humanas de grandes capitais de países europeus convivem por séculos com uma grande população de pombos urbanos. Nessas, nunca foram observados surtos de criptococose ou de histoplasmose. Segundo ele, a presença de pombos per si não deve ser encarada como um “risco sanitário”, já que os fungos são saprófitas do tubo digestivo de várias aves.
Em conclusão, o extermínio ou remoção de pombos urbanos não irá causar impacto na incidência ou prevalência da criptococose e da histoplasmose em municípios brasileiros.

Ler artigo na íntegra: arquivo
Fonte: AMB (Sociedade Brasileira de Infectologia)
https://www.infectologia.org.br

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Vacinação 2015

Caros Columbófilos

Temos visto e ouvido que nos últimos meses se intensificou a nível regional, e estes fatos têm acontecido em momentos diferentes em muitos pombais, uma série de doenças que têm causado diversos problemas graves nos planteis.

O que era raro a anos atrás, hoje e cada vez mais, tem ocorrido

Chegou o momento de orientarmos e cobrarmos enfaticamente que todos os Columbófilos, Federações, Clubes, se empenhem em orientar uma vacinação mínima.

Orientamos usar

1 – As reuniões dos Clubes

2 – Os grupos columbófilos de internet

3 – Grupos de WhatsApp de columbofilia

4 – As conversas e bate papos por telefone ou pessoalmente

Para recomendar e orientar

A – a Vacinação, com a vacina LA SOTA. (Ou outra vacina similar importada e que não necessite de refrigeração)

Mínimo 3 vezes ao ano

Esta é uma vacina que pode ser aplicada também durante as campanhas e que não interfere negativamente no desempenho dos pombos

Alguns cuidados deve ser tomados, para uma boa eficácia, entre outros cuidados:

– Usar a água adequada e vacinar de forma correta

– Ler com atenção a bula

Lembramos ainda que o preço desta vacina é baixo

B – vacinação contra a “bouba”

Uma vez por ano. De preferência nos meses de Novembro ou Dezembro de fácil aplicação e também de custo baixíssimo.

Só uma campanha geral, nacional, com a conscientização e execução de todos, é que poderemos evitar que estas e outras doenças tenham desdobramentos perniciosos para a nossa Columbofilia.

Da mesma forma que no passado

– não se vacinava o gado e hoje é obrigatório, por exemplo, contra a febre aftosa

– não se aplicavam defensivos agrícolas e fertilizantes e hoje, pouquíssimos ou raríssimos têm sucesso (e boa produção) se não fazem os tratamentos adequados e usar as doses corretas

E de igual forma, poucas vacinas se davam em crianças, e hoje ninguém mais pensa em ficar sem vacinar contra a pólio, e outras vacinas que têm um efeito preventivo ou até anulam essas doenças

Não se deve hoje imaginar, que podemos praticar uma Columbofilia nos mesmos moldes de 10 ou 20 anos atrás

A Federação Columbófila Brasileira, conclama a todos os dirigentes e columbófilos em geral, a fazerem uma grande campanha de esclarecimento e cobrarem dos praticantes e seus associados, que:  urgentemente vacinem os seus pombos

Esta ação é URGENTE e IMPORTANTÍSSIMA para todos os amantes da Columbofilia, que desejam ver crescer e perpetuar a prática da Columbofilia

E não termos de lamentar no futuro, próximo, perdas de muitos pombos ou até problemas sanitários

Contamos com a colaboração  e ação de todos!