ENTREVISTAS FCB | MAURÍCIO PEREIRA DA COSTA – Pombal Arco Verde – Delta Pigeons, Parnaíba – Piauí

Ainda menino, ele fez uma promessa a si mesmo: no dia em que tivesse casa própria, a primeira coisa que faria seria voltar a criar pombos. Comprou a casa em 2019. A primeira reforma que mandou fazer não foi na cozinha nem no quarto. Foi o pombal.

Maurício Pereira da Costa tem 43 anos, é dirigente do Delta Pigeons, em Parnaíba, no Piauí, e responde pelo Pombal Arco Verde. Filiou-se em 2020 e subiu ao pódio já no primeiro ano. Abre a série de entrevistas da Federação Columbófila Brasileira.

DA INFÂNCIA AO RETORNO

Como o senhor chegou aos pombos-correio?

Vem desde criança. Com quatro, cinco anos, todos os meus colegas criavam pombos. Naquela época a gente não tinha acesso ao pombo-correio, então criávamos mestiços, pombos sem nenhuma linhagem. Sou apaixonado pelo pombo-correio desde menino.

Qual a lembrança mais marcante daquele tempo?

A gente tinha que andar de bicicleta dez, quinze quilômetros para soltar os pombos. Quando um regressava, ficávamos muito felizes.

O senhor chegou a parar?

Parei, sim. Na época era porque não tinha casa própria. Desde criança eu tinha colocado um sonho na vida, e sempre falava que no dia em que tivesse a minha casa o meu primeiro passo seria voltar a criar pombo. Comprei a casa em 2019 e a primeira mudança que fiz nela foi montar o pombal e adquirir pombos para começar a minha trajetória profissionalmente.

E o que encontrou ao voltar?

Encontrei a columbofilia moderna, já se atualizando. Recebi o apoio da FCB desde então. A Federação orienta e trabalha pelo desenvolvimento da columbofilia nacional, e foi aí que comecei a minha trajetória como profissional.

O PLANTEL

Quantos pombos o senhor mantém hoje?

Na faixa de oitenta, entre adultos e filhotes.

Quais linhagens predominam no Arco Verde?

Predominam pombos oriundos da casa do Wellington Reis, de Contagem, Minas Gerais, e do Ulisses Alves, entre outros criadores renomados no Brasil. Tenho muito pombo descendente da linhagem Fabry, do saudoso amigo Aroldo Chaves. E a base do meu plantel está nos pombos adquiridos com o grande Hugo Jorge, de Fortaleza, Ceará.

Qual o critério para formar os casais?

Escolho sempre entre os pombos que se destacaram. No ano seguinte vou juntando aqueles pombos para tentar melhorar ainda mais o resultado.

Trabalha em viuvez, natural ou misto?

Aqui eu trabalho no sistema misto.

A ROTINA DA SEMANA

Como é o seu calendário de treino?

Domingo é o dia de receber os pombos, sempre com eletrolítico. Na segunda-feira entro com a ração depurativa e solto para dar uma revoada. Na terça já começa a rotina semanal, para que os pombos tenham uma excelente prova no fim de semana.

E a alimentação em período de competição?

Os pombos têm uma rotina mais disciplinada. Trinta gramas por pombo, e mudamos a composição dia após dia, conforme a aproximação do encestamento.

Qual cuidado sanitário considera indispensável?

A gente se baseia nos artigos da Federação. Trabalhamos sempre em cima do que a FCB envia, e mantemos um trabalho higiênico rigoroso para que os pombos não venham a desenvolver algum tipo de doença.

Qual o maior erro de manejo que já cometeu?

Foi tentar mudar o manejo. Esse foi o meu maior erro e não farei nunca mais. Às vezes você está preparando um pombo para uma prova e aparece outra prova, que não era o preparo dele. Você tem que insistir naquilo em que acredita, e na hora certa os pombos aparecem.

E nas 24 horas que antecedem o encestamento?

Nessas horas eu só faço acreditar no trabalho que desenvolvi durante a semana.

OS RESULTADOS

Qual o seu melhor resultado até hoje?

Em 2020, no meu primeiro ano, Anilha de Bronze e terceiro lugar geral. Em 2021, segundo lugar geral, campeão de fundo, Anilha de Prata, de Ouro e de Bronze. No terceiro ano voando, campeão geral, campeão da categoria fundo e Anilha de Prata. No quarto ano, campeão geral, vice-campeão da categoria fundo e Anilha de Ouro.

Qual distância prefere?

Eu prefiro as provas de fundo. Sou apaixonado pelas provas de fundo.

A COLUMBOFILIA BRASILEIRA

Qual a maior dificuldade do columbófilo brasileiro hoje?

O custo. Vivemos um momento um pouco crítico, e custa caro manter os pombos, manter uma boa alimentação, comprar chip, fazer os pagamentos aos clubes para que os campeonatos aconteçam. Para mim essa é hoje a maior dificuldade dos columbófilos em geral.

E o trabalho da Federação?

A FCB vem desenvolvendo um bom trabalho, modernizou, vem trabalhando com artigos, com comunicação direta com o sócio. A FCB está de parabéns. Não vejo nenhuma dificuldade no que a Federação está fazendo, acredito que está no caminho correto.

O CONSELHO A QUEM ESTÁ COMEÇANDO

“Não ter muito pombo. Procurar ter mais qualidade do que quantidade. Menos pombo, mais resultado. É melhor você investir em pombos que deram certo na sua região do que comprar sonhos ou encher o pombal de muito pombo. Você tem que buscar mais qualidade.”

A série Entrevistas FCB é uma iniciativa do Departamento de Comunicação da Federação Columbófila Brasileira e está aberta a todos os sócios, de qualquer clube filiado, sem distinção de tempo de casa ou de resultados em prova. Quem quiser contar a sua história pode procurar a diretoria do seu clube ou o Departamento de Comunicação da FCB.

FCB-BR – ENTIDADE FEDERATIVA REGISTRADA NO MAPA E AFILIADA À FCI
FCB-BR / FCI, Federação Columbófila Brasileira, Gestão 2023-2027

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